Nova Libertadores e calendário cheio: por que tantos reforços no Palmeiras


Com cinco reforços – e a perspectiva de mais alguns até o início da pré-temporada, no dia 10 –, o Palmeiras mais uma vez saiu na frente dos rivais. Mas por que um elenco tão grande, novamente com mais de 30 jogadores?

O ideal, reconhece o gerente de futebol, Cícero Souza, seria um grupo com 23 (três goleiros e dois polivalentes por posição) mais uma equipe de base de suporte (sub-20, de preferência).
– Mas nosso calendário tem 72 a 75 jogos, com viagens muito grandes e pouco tempo de recuperação. Então, o número de 34 jogadores (quatro goleiros e três de linha por posição) é praticado na maioria dos clubes – argumenta.

Só na Taça Libertadores, são 30 inscritos por clube. Além disso, com uma série de mudanças da Conmebol, o torneio sul-americano agora terá fases ao longo de toda a temporada, de janeiro a novembro, o que poderá deixar as equipes vulneráveis às janelas internacionais de transferência no meio do ano.

Substituto de Cuca, o técnico Eduardo Baptista, apresentado na quinta-feira, também é adepto de trabalhos com elencos mais enxutos, embora saiba que o calendário nesses moldes pode ser um empecilho. Uma transição que deve ocorrer em um futuro não tão distante é a montagem de um grupo com cerca de 28 jogadores – ou, no máximo, 32, como quer o novo comandante.

– Esse número intermediário é inteligente também, com uma mescla de cinco jogadores nas posições dobradas (que usam geralmente dois jogadores). Zagueiro, volante e meia... Para o ataque, que requer características de habilidade, de objetividade, de precisão de conclusão, às vezes é bom o jogador ser mais especialista mesmo – comenta o gerente de futebol, Cícero Souza.

Por ora, o Palmeiras anunciou Michel Bastos (que pode jogar na lateral, no meio ou no ataque) o atacante Keno e os meias Raphael Veiga, Hyoran e Alejandro Guerra. Felipe Melo, que já tem valores a receber fixados em contrato, está perto de ser anunciado.

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