Vice de futebol anuncia reforços e faz balanço de temporada difícil em 2016
O vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Bruno Vicintin, concedeu entrevista coletiva, na tarde desta terça-feira, na Toca da Raposa II. O dirigente falou sobre a temporada do time, a chegada de reforços, a renovação dos contratos de Léo e Dedé, a saída do diretor de futebol Thiago Scuro e a contratação do substituto. Confira abaixo os principais momentos da entrevista de Vicintin.
Chegadas e partidas
- Léo e Dedé renovaram por dois anos cada. Caicedo por cinco anos. Diogo Barbosa por dois anos. Fabiano volta, o Palmeiras ainda detém uma opção de compra, caso não seja efetuada ele está integrado ao clube. Eurico vai para o Botafogo-SP, Alano para o Estoril de Portugal. Rafael Silva emprestado para o Náutico.
Temporada
- Iniciamos o ano de 2016 com muitos desafios. O Cruzeiro na época terminou o campeonato (2015) em alta. Na época, pelas situações financeiras do clube e muitos jogadores que tínhamos, optamos por trabalhar com atletas mais jovens. Nesse intervalo perdemos nosso treinador, que foi o Mano Menezes, que foi para a China, uma proposta irrecusável. Apostamos no Deivid. Começamos o Mineiro e a Primeira Liga, e apesar das vitórias, o time não vinha jogando bem. Jogamos muito mal contra o América, onde perdemos de 2 a 0. No segundo, jogamos melhor, mas não foi bem também. E aí fomos eliminados. Decidimos pela troca do treinador.
- Fomos ao mercado e encontramos todos os bons profissionais. Tentamos tirar um treinador que estava empregado num clube. Não conseguimos. Aí fomos procurar fora do país. Tentamos inovar, com um treinador português. No mundo todo há treinadores portugueses de sucesso. Passamos a jogar o Brasileiro, mas os resultados não vinham. Isso foi se acarretando. Houve jogo em que tivemos 30 finalizações contra quatro do adversário e perdemos por 3 a 0. Na janela do meio do ano decidimos tomar medidas drásticas para mudar o rumo na temporada. Decidimos trocar o Paulo Bento.
- A única pessoa que sinto dentro do meu coração que eu poderia ter sido mais correto foi o Paulo Bento. Tínhamos um projeto, trouxemos ele da Europa, mas os resultados não vinham. Agora ele está fazendo um belo trabalho na Grécia. Tomamos a decisão de trocar o Paulo, numa decisão muito difícil, mas foi a decisão correta. E no dia seguinte ligamos para o Mano, que aceitou o desafio. Ele estava pronto para o desafio. Fizemos contratações que deram o resultado, como Robinho, Rafinha, Ezequiel, Edimar, Sóbis, Ábila. A gente mudou um pouco o modelo de contratação. Pudemos ter mais armas para ir ao mercado.
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