Seis empréstimos depois, Reginaldo volta ao Flu e se apresenta à torcida


Foram seis empréstimos e muitas incertezas. Mas Reginaldo nunca perdeu a esperança. Queria ganhar a chance de fazer parte do elenco profissional do Fluminense. Seria apenas mais um passo ousado em uma carreira meteórica de apenas sete anos no futebol. Em 2010, o menino de então 17 anos iniciou de forma tardia a sua trajetória no mundo da bola. Hoje, aos 24, terminou o Campeonato Brasileiro da Série B como capitão e um dos destaques do Vila Nova. Quatro dias depois do fim da competição, o telefone tocou com a tão esperada notícia.

- Ligaram e pediram para eu me apresentar em janeiro. Fiquei muito feliz com a notícia. Cheguei ao clube em 2011 e sempre tive esse sonho de estar no profissional. Mas não aconteceu rapidamente e comecei a ser emprestado quando estourei a idade de juniores. Me ajudou a amadurecer e entender como é fazer parte de um elenco profissional. Só de ser reintegrado ao elenco do Flu já é uma felicidade grande. Vou estar à disposição no que for preciso - frisou Reginaldo ao GloboEsporte.com direto de Barretos, no interior de São Paulo, onde aproveita as férias.

A temporada 2016 foi especial. O zagueiro de 1,93m disputou 46 jogos pelo Vila Nova, sendo 43 como titular. Nas duas últimas rodadas da Série B, foi até o capitão do time. Contratado junto com o atacante Michael (hoje emprestado ao América-MG) após se destacar na Copa São Paulo de Juniores de 2011 com a camisa do Rio Preto-SP, Reginaldo passou ainda por Resende, PSTC, Esportivo, Metropolitano e jogou até na Finlândia antes de voltar às Laranjeiras.

Um ano antes de chamar a atenção do Flu e reforçar o time de juniores, ele ainda nem tinha experiência em categorias de base. Antes de fazer o teste no Rio Preto, jogava como centroavante. Na peneira, se inscreveu como volante. Só depois acabou na zaga.

- Sempre pensei que para conseguir visibilidade e voltar ao Flu eu precisaria de uma sequência de jogos. Não foi o que aconteceu na maioria dos empréstimos. Na Finlândia (jogou no FF Jaro) até consegui fazer 22 partidas seguidas, mas foi improvisado na lateral direita. Já 2016 foi um ano muito bom e consegui me destacar no Vila Nova. Depois que recebi a chance de ser titular, praticamente não sai mais. Claro que aconteceram turbulências e falhas, mas é diante dos erros que damos a volta por cima e mostramos o nosso potencial - frisou.

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