"Probleminha" com patrocinadora não deve dificultar renovação, diz Galiotte
Ao menos no discurso, o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, segue confiante na renovação de contrato com a Crefisa e a FAM em 2017. A extensão da parceria virou dúvida depois que a candidatura de Leila Pereira (presidente das empresas) ao Conselho Deliberativo passou a ser contestada.
– Podemos acalmar o torcedor palmeirense. Nosso relacionamento com o José Roberto (Lamacchia) e com a Leila é muito bom. Temos um probleminha agora para resolver, mas não vou tratar com vocês (imprensa), vamos tratar internamente. Com o patrocinador, está tudo bem. Sem problema nenhum – disse à Fox Sports, diretamente do Paraguai, local do sorteio dos grupos da Taça Libertadores.
– Na primeira ou segunda semana de janeiro, estou muito otimista que o contrato com a Crefisa seja renovado sem problema – acrescentou o recém-eleito presidente.
Na semana passada, uma averiguação realizada a pedido do ex-presidente Paulo Nobre teria descoberto que a empresária é sócia-remida há apenas pouco mais de um ano, sendo que o estatuto social do clube exige mínimo de três anos de matrícula para votar e oito anos para ser votado.
Ocorre que Leila teria ganhado de Mustafá Contursi, ex-mandatário do Palmeiras e membro do Conselho de Orientação Fiscal, um título de sócia-benemérita datado de 1996. Por ser retroativo, esse registro (utilizado por ela para participar do pleito que confirmou Galiotte, candidato único, na presidência até o fim de 2018) também tem validade questionada.
A contestação criou o primeiro impasse da nova gestão. Galiotte tem boa relação com a patrocinadora e interesse na renovação do contrato que se encerra em janeiro, mas é cria política de Nobre, de quem era vice-presidente até a semana passada.
