Grêmio insiste em política de jovens e cumpre promessa de título em 2016


Romildo Bolzan assume o microfone, fita o elenco reunido no CT Luiz Carvalho e afirma, convicto: "Tenho absoluta certeza de que o Grêmio vai sair campeão". A frase proferida como forma de motivação na reapresentação do grupo, ainda em janeiro, hoje soa profética ao mandatário, após a conquista do penta da Copa do Brasil, na quarta-feira, na Arena. E serve de emblema para relembrar o trabalho em seus dois primeiros anos de gestão no clube, em que construiu o caminho até a taça.

Ainda em êxtase, os gremistas vibram principalmente com o fim do jejum de 15 anos sem títulos de expressão nacional, numa conquista forjada em alinhamento quase total com a política implementada pela diretoria ainda em 2015. No começo do ano passado, Romildo cansava de repetir que sua gestão se sustentaria numa filosofia de austeridade financeira, com valorização dos jogadores da base, assim como a manutenção da maioria das peças do grupo.

O Grêmio não abriu mão de todas premissas nos últimos dois anos. Salvo algumas saídas, como a de Giuliano, o mandatário conseguiu manter a base majoritária do elenco. Também foi capaz de segurar as promessas Luan e Walace, mesmo diante do forte assédio do futebol europeu. Firmou, assim, uma mescla entre jovens e experientes que encaixou no estilo de jogo proposto por Roger Machado, até se transformar numa equipe mais sólida com Renato Gaúcho.

– O trabalho vem desde o Roger. O Renato chegou e manteve a base. Tínhamos toque de bola, a aproximação, bem compactos. Nosso forte é o coletivo. Nos jogos decisivos, escutávamos o que o Renato pedia e buscávamos executar da melhor maneira – afirmou o atacante Luan.

A temporada passada, inclusive, se encerrou com um indicativo de que o clube rumava nos trilhos certos. Desacreditada no início do ano, a equipe de Roger Machado virou sensação ao encerrar o Brasileirão na terceira colocação, com vaga na Libertadores. Ainda sem grandes investimentos, à exceção de Miller Bolaños, com o aporte de um investidor, o Tricolor manteve a postura austera e até acabou "traído" no início de 2016.

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