Associação isenta controladora e diz que pouso poderia ter ocorrido antes
A controladora de voo que entrou em contato com o avião da Chapecoense minutos antes do acidente que deixou 71 vítimas fatais foi isentada de culpa pelo presidente da Associação de Controladores Aéreos da Colômbia. Em entrevista à rádio "Blu" nesta quinta-feira, Carlos Ferney Llanos, apontou que a profissional fez todo o procedimento correto, mas está em "mal estado" por conta da tragédia da última terça-feira.
- Neste momento, nossa função é acompanhar nossa companheira. Foi retirado preventivamente da operação o grupo que estava no turno no acidente. Ela está em um mal estado, não quer falar do tema. Ela atuou profissionalmente, é quase uma heroína, separando os aviões em emergência. A prioridade é que existe um problema que pode se converter em emergência. Deve ter sido muito duro para eles. Ela tem mais de 22 anos na empresa, é uma grande profissional - disse Llanos.
Reiterando a versão de que o piloto do avião não declarou a emergência a tempo, depois da divulgação do áudio das conversas com a torre de controle do aeroporto, Llanos apontou que faltavam poucos minutos para que a aterrissagem fosse concluída.
- Há muitos procedimentos que devem ser anunciados para evitar a tragédia. Ele deveria declarar-se em emergência muito antes. Faltaram três ou quatro minutos para aterrissar. O avião poderia ter aterrissado com um ou dois minutos de diferença para o de Viva Colômbia - apontou.
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