A dois pontos do 16º, Inter terá de reverter situação inédita para não cair
Ainda que os jogadores reiterem o desejo de não entrar em campo no próximo domingo, quando está marcada a última rodada do Brasileirão, contra o Fluminense, no Giulite Coutinho, o Inter segue a preparação para tentar evitar o primeiro rebaixamento de sua história. E a missão para salvar sua vida em Edson Passos se desenha mais árdua do que nunca. Para escapar da degola, o Colorado não apenas terá de bater o Flu, mas torcer por uma combinação que o faça dissipar uma diferença de dois pontos, nunca revertida na era do Campeonato Brasileiro por pontos corridos.
Inter segue trabalhos mesmo sem vontade de entrar em campo
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A equipe chega a seu último ato na 17ª colocação, com 42 pontos, dois a menos que o Sport, 16º, e a três do Vitória, 15º. Numa projeção que leva em conta o saldo de gols dos três rivais, o Inter se apega à combinação mais "simples" para escapar: triunfo no Rio e empate do Leão na Ilha do retiro – os baianos também podem cair em caso de derrota para o Palmeiras, mas a diferença de saldo é de cinco gols.
Ou seja: será preciso tirar uma desvantagem de dois pontos para o rival pernambucano. Algo nunca superado por uma equipe que chegou à última rodada na zona da degola desde 2003, não fosse uma ressalva. Em 2013, o Fluminense era o 18º colocado, com 43 pontos e estava a dois do Coritiba, com 45. As duas equipes venceram, fato que decretaria o rebaixamento do Flu, em 17º, mas Portuguesa e Flamengo foram punidos com a perda de três pontos pela inscrição irregular de jogadores. A Lusa caiu, e o Tricolor carioca encerrou em 15º, com o Fla, em 16º.
Há ainda um alento aos colorados. De 2003 para cá, cinco equipes que estavam no Z-4 até a 37ª rodada conseguiram escapar na dependência de outros resultados (levantamento inclui o Flu de 2013). Nenhuma delas, porém, vivia situação tão delicada.