Paulo Paixão lamenta morte de filho em acidente: "Vivia momento mágico"
A notícia da queda do avião que transportava a delegação da Chapecoense rumo ao primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, na Colômbia, recaiu como um baque imensurável para Paulo Paixão em Porto Alegre. O preparador físico perdeu o filho Anderson Paixão, que seguia seus passos na comissão técnica da Chape e foi uma das vítimas fatais após o acidente na madrugada desta terça-feira, na região de Antioquia.
Muito abatido, Paixão lamentou a morte do filho e ainda lembrou a morte de Alessandro Paixão, seu filho, vítima de um ataque cardíaco em 2002, após ver o pai conquistar o penta na Copa do Mundo. O preparador ainda fez questão de repassar sua fé e seus pêsames aos familiares das demais vítimas e agora ruma a Chapecó. Nesta terça-feira, inclusive, um dos dois filhos de Anderson completa 9 anos de idade.
– É um momento realmente muito difícil. A gente foi pego de surpresa. Quis o bom Deus que essa situação mais uma vez viesse. Já que a gente em 2002 também perdeu o Alessandro, depois de chegar da Copa. Eu acho que esse era nosso destino. Eu não tenho nada a reclamar com meu bom Deus, por tudo o que ele me deu. Eu tenho que agradecer por mais um dia de vida, mas infelizmente, dar os pêsames às demais famílias, por aqueles que partiram. É uma situação que traz reflexões – afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha.
Paixão também resgata o "momento mágico" vivenciado pelo filho, que acompanha a Chapecoense desde a arrancada que a tirou da Série C rumo à Série A do Brasileirão. Anderson também integrava a comissão de Tite, ao lado do preparador Fábio Mahseredjian.
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