Líderes fazem manifesto de apoio a Geddel e presidente de Senado e Câmara veem fato superado



(Reuters) - Líderes da base aliada do presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados elaboraram nesta terça-feira um manifesto de apoio ao ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, alvo de denúncias feitas pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de tentar pressioná-lo para favorecer interesses pessoais.

Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também defenderam Geddel e disseram que esse "episódio" está superado.

Calero acusou Geddel de pressioná-lo para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) liberasse a construção de um prédio na área histórica de Salvador, no qual o chefe da Secretaria de Governo comprou um apartamento.

Após a denúncia, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu por unanimidade abrir processo para investigar a conduta de Geddel, responsável pela articulação política do governo. Ainda assim, o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, disse que Temer manterá o ministro no cargo.

Para Renan, o que aconteceu foi um mal-entendido.

“Eu acho que este é um fato superado. Parece que houve uma interpretação indevida. O bom é que isso fique para trás e a convergência seja novamente construída”, disse o presidente do Senado.

Na mesma linha, Maia destacou a importância de Geddel para o governo, embora tenha reconhecido que as acusações de Calero não são boas, ao mesmo tempo que garantiu que Geddel não praticou tráfico de influência.

"O ministro Geddel tem o apoio do Parlamento, tem a confiança do Parlamento, tem exercido um papel fundamental para o governo na articulação política e nós precisamos que o ministro Geddel continue no governo com a certeza que esse papel que ele exerce foi vital na nossa vitória da PEC do teto e será fundamental na nossa vitória na reforma da Previdência", disse.


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