Defesa vira diferencial, Danilo salva, e torcida dá show: Chape está na final
Um conjunto de fatores levou a Chapecoense a um lugar que anos atrás o torcedor jamais imaginaria. Nas próximas duas semanas, o Verdão vai disputar a final da Copa Sul-Americana. Tal direito foi conquistado após o empate com o San Lorenzo na Arena Condá, por 0 a 0, na noite de quarta-feira, diante de mais de 17 mil torcedores. Na ida, em Buenos Aires, o resultado havia sido 1 a 1.
Muito se pode falar sobre o que levou um clube "sem Série" no Brasileirão há um tempo atrás, que quase disputou a divisão de acesso do Catarinense, ao posto de candidato ao título da Sul-Americana, uma das principais competições continentais. Mas o momento é para fatos mais recentes. Aqueles que se tornaram os diferenciais para o clube de Chapecó, uma cidade de cerca de 200 mil habitantes, fazer o Brasil sonhar com uma conquista internacional no fim desta temporada.
Primeiro que a defesa deixou de ser um problema. No Campeonato Brasileiro, teve rodada que a Chape apareceu como o time mais vazado. Aos poucos, o técnico Caio Júnior resolveu a questão e devolveu o espírito de forte pegada à equipe. Diante do San Lorenzo, a organização do grupo foi eficaz. Com a vantagem, soube suportar a pressão dos argentinos e passou a maior parte do tempo sem sustos. O perigo mesmo foi só no fim, quando o adversário partiu para o "abafa".
São quatro jogos seguidos da Chape sem levar gol. Uma estatística que mostra a solidez defensiva do grupo comandado por Caio Júnior. O que não significa que os méritos são só dos defensores. É que todo o time joga marcando. Pelos lados, pelo meio, sem deixar espaço. E os oponentes sofrem para armar algum lance ofensivo contra a Chape.
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