Temer faz apelo a deputados pela aprovação da PEC dos gastos e ataca oposição
(Reuters) - O presidente Michel Temer aproveitou a presença de parlamentares na posse do novo ministro do Turismo para fazer um apelo pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que limita os gastos da União no início da próxima semana e pedir para que "não se incomodem" com a oposição, cuja tese é culturalmente sempre "destruir o governo".
"É claro que haverá oposição, mas não se incomodem com a oposição, porque no Brasil, a tese de oposição não é uma tese jurídica, é uma tese política. A tese de oposição é a seguinte: se não estou no governo, eu tenho que destruir o governo. Isso não é uma coisa nossa, é uma coisa cultural, uma coisa histórica", disse Temer.
O presidente ressaltou, no entanto, que as oposições são importantes na democracia para "cobrar, observar, fiscalizar e criticar".
Temer pediu aos parlamentares para que estejam em Brasília na segunda e na terça-feira da próxima semana para votar a PEC. O apelo faz sentido especialmente porque segunda-feira é normalmente um dia de baixo quórum e o feriado da próxima quarta-feira vai "encurtar" a semana.
O plano do governo é colocar a PEC em votação no final da manhã e levar a votação até a hora que for possível para terminá-la.
"Peço aos senhores deputados, senhoras deputadas, que se empenhem nisto. Peço que os senhores na segunda-feira estejam aqui, porque é fundamental votar isto na segunda-feira, ou terça-feira", disse o presidente.
Para ajudar a garantir o quórum, Temer marcou um jantar com todos os parlamentares da base aliada no domingo à noite, no Palácio da Alvorada. A ideia é atrair os deputados com a promessa de um jantar na casa do presidente e mantê-los na cidade para a votação.
De acordo com o presidente, ele recebeu pesquisas mostrando que se a limitação dos gastos tivesse sido feita há cinco ou seis anos, hoje o país teria um déficit zero.
