PEC do teto é essencial, mas sozinha não garante ajuste, dizem analistas
O governo vê a proposta de emenda à Constituição (PEC) que impõe um teto para os gastos da União como uma medida essencial para o controle dos gastos públicos e, por consequência, para a recuperação da economia brasileira. Economistas e analistas de mercado ouvidos pelo G1 alertam, entretanto, que, sem a aprovação de outras medidas, como a reforma da Previdência, a mudança constitucional não garantirá o ajuste fiscal nem a retomada do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
"O governo colocou todas as suas fichas na PEC dos gastos. Ela é muito simbólica, porque é uma demonstração de força para o governo e ajuda a aumentar as chances da reforma da Previdência também", diz Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos.
"O regime fiscal que temos hoje colapsou e é insustentável, tanto em razão de má gestão como também da Previdência e do envelhecimento da população do país", completa.
A Câmara aprovou a PEC 241 em primeiro turno na madrugada desta terça (11). A proposta teve 366 votos a favor, 111 contra e 2 abstenções. Antes de alterar a Constituição, a PEC ainda terá de passar por uma segunda votação no plenário da Câmara e outras duas no Senado.
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