Com camisa de protesto, artista é impedida de cantar hino na NBA
É tradicional na abertura dos jogos da NBA entretenimento que contém a performance de artistas exaltando o hino nacional americano. Nesta quarta-feira, na estreia do Philadelphia 76ers contra o Oklahoma City Thunder, a tradição teve polêmicas nos bastidores. A cantora Sevyn Streeter foi impedida de se apresentar e cantar o hino nacional americano vestindo uma blusa com a mensagem “We Matter” – nos importamos -, slogan de protesto em alusão à violência policial contra negros e minorias nos Estados Unidos. O impedimento partiu dos “Sixers”.
- Minutos antes de entrarmos, a organização me disse que eu não podia usar a minha camisa para cantar o hino nacional. Eu nunca recebi qualquer tipo de código de vestimenta. Nunca foi solicitado com antecedência para mostrar o meu guarda-roupa – falou Streeter em tom de ironia.
No entanto, a direção do Sixers, em nota, se recusou a explicar o porquê do cancelamento e foi genérica.
"A organização Philadelphia 76ers incentiva ações significativas para impulsionar a mudança social. Nós usamos nossos jogos para unir as pessoas, para construir a confiança e fortalecer nossas comunidades. À medida que avançamos a partir de gestos simbólicos para a ação, vamos continuar a alavancar nossa plataforma para impactar positivamente a nossa comunidade – dizia o comunicado. De última hora, uma dançarina da equipe do Philadelphia foi convocada para executar o hino.
A questão do hino tem sido um tema importante no esporte nos últimos meses, começando com a decisão do jogador de futebol americano Colin Kaepernick, do San Francisco 49ers, de se ausentar enquanto ele é reproduzido. Kaepernick cita a injustiça racial e a brutalidade policial entre as razões para o seu protesto, e atletas de vários esportes - em muitos níveis, desde a juventude até o profissional - têm seguido a conduta.
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