Wada condena ataque hacker, e Biles e Venus explicam "usos terapêuticos"
Na última terça-feira, um grupo hacker invadiu o site da Agência Mundial Antidoping (Wada, sigla em inglês) e acusou a entidade de esconder falhas em exames das americanas Simone Biles, da ginástica, e das tenistas Venus e Serena Williams durante a Olimpíada do Rio de Janeiro. Por meio de um comunicado oficial, a Wada condenou os ataques cibernéticos e lamentou que as atletas tenham tido informações confidenciais reveladas. A entidade disse ainda que este tipo de ocorrido é uma tentativa de "minar a Wada e o sistema global antidoping" e que, por se tratar de um ataque vindo da Rússia "compromete ainda mais o esforço da comunidade mundial antidoping em restabelecer a confiança nos russos" após o caso de suspensão na Olimpíada.
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As atletas também foram à público se defender das acusações de doping sofridas pelos hackers russos. A ginasta Simone Biles se pronunciou por sua conta no Facebook e explicou que usa medicamentos por ter sido diagnosticada por déficit de atenção ainda criança. A própria USA Gymnastics defendeu Biles, explicando que ela tem uma "exceção para uso terapêutico" e que, por isso, ela jamais falhou em um teste antidrogas, incluindo as Olimpíadas do Rio.
- Eu tenho DDA (Déficit de atenção) e tenho tomado remédios desde que sou criança. Por favor, saibam que eu acredito no esporte limpo, sempre segui as regras, e continuarei a fazer isso já que o jogo limpo é crucial para o esporte e muito importante para mim. Ter DDA e tomar medicamentos para isso não é nada para se envergonhar nem tenho medo que as pessoas saibam disso - explicou a ginasta em sua rede social.
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