Terapeuta sugere que paralisia pode ter levado Domingos à morte no rio
O ator Domingos Montagner morreu na última quinta-feira (15) depois de se afogar no Rio São Francisco, na cidade de Canindé (SE). A atriz e colega de elenco Camila Pitanga estava com ele no momento do acidente e contou em entrevista ao programa "Fantástico", da Rede Globo, os detalhes da tragédia.
Com base no depoimento, o terapeuta Jordan Campos sugeriu, em um post que se tornou viral, que o que impediu Domingos de reagir foi uma “crise de paralisia traumática”. Conversamos com especialistas para entender se essa é mesmo uma possível explicação para o acontecido.
Depoimento de Camila Pitanga sobre tragédia
Em entrevista ao "Fantástico", Camila Pitanga contou que a ideia inicial não era nadar no local onde o acidente aconteceu. "A gente nem ia para lá, íamos para outro lugar, mas acabamos achando mais simples ir ali", disse a atriz.
Camila contou que os dois pularam de uma pedra e nadavam a favor de uma correnteza muito suave num lugar mais profundo, longe da faixa de areia. Quando tentaram sair do rio, eles não conseguiam sair do lugar.
A atriz disse que eles decidiram, então, se segurar em algumas pedras próximas. Camila conseguiu, mas Domingos não se movia. "Olhei para ele e pensei: 'Está assustado, vou voltar para ajudá-lo'. Não tinha noção do que estava acontecendo. Eu dizia: 'Calma, está tudo bem, pode vir', mas ele não vinha. Ele não saía do lugar e não falava nada. Foi estranho. Ele parecia paralisado".
"A única coisa que ele dizia era: 'Cá, não tô conseguindo'", relembrou a atriz, que relatou ter voltado para o lugar onde estava Domingos para puxá-lo pelo braço, mas ele não saía do lugar. "Eu queria mostrar para ele que dava para ir para as pedras e que estava tudo bem".
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"Quando ele submergiu pela segunda vez, foi aí que eu entendi o que estava acontecendo. Eu entendi que eu não podia ir lá, porque era algo maior do que eu imaginava. Não sabia o que era, mas sabia que não poderia ir lá. Eu sabia que não poderia salvá-lo", contou Camila.
"Em nenhum momento, ele me agarrou. Ele me salvou. Ele sabia o que estava acontecendo, ele me deu a oportunidade de viver, ele me deu essa chance", relembrou. "Eu vi o último olhar dele. Ele não estava desesperado, era [um olhar] de muita tristeza, ele não queria ir. Ele estava cheio de vida, rodeado por uma família linda", finalizou.