Promotoria pede cassação de candidatura de Doria e penalidade a Alckmin
O Ministério Público do Estado de São Paulo entrou com uma ação na Justiça Eleitoral na noite de segunda-feira (26) pedindo a cassação do registro de candidatura de João Doria (PSDB) e inelegibilidade do governador Geraldo Alckmin por abuso de poder político.
Segundo José Carlos Bonilha, promotor de justiça da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, a ação versa sobre três pontos acerca do uso da máquina estadual em prol do candidato, que é líder das pesquisas de intenção de voto:
1º A funcionária Patrícia Iglecias, da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, foi exonerada para que fosse colocado em seu lugar Ricardo Salles, do PP, ex-secretário particular do governador, afim de beneficiar João Doria, com 25% a mais de horário eleitoral na televisão;
2º A ação também cita o envolvimento do governador em atos eleitorais antes da oficialização da candidatura de Doria. O promotor diz que os dois circularam juntos por comunidades, como Heliópolis, e se deixaram fotografar.
3º O terceiro ponto versa sobre o slogan “Acelera SP”, que é cópia do nome de um programa do governo. Segundo a ação, é um selo do Governo do Estado e não poderia ser usado por uma agremiação partidária.
“É um claro desvio de finalidade, que não denota interesse público do governador e sim político-partidário”, diz Bonilha.
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