MPF acusa CBDA de fraude e pede afastamento imediato de presidente


O Ministério Público Federal (MPF) vai pedir nesta quarta-feira à Justiça Federal o afastamento imediato do presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes Filho. A ação também vai solicitar o bloqueio de bens de Coaracy e de outros três dirigentes da entidade. Eles são suspeitos de superfaturar uma licitação de materiais esportivos que seriam utilizados na preparação de atletas que disputaram a Olimpíada em três modalidades (maratona aquática, nado sincronizado e polo aquático). A sede da entidade fica no Rio de Janeiro, mas a empresa de fachada que teria sido usada no suposto esquema é de São Paulo. A acusação envolve ainda diretores de cinco empresas. Todos teriam desviado dinheiro público que seria utilizado na compra de equipamentos para atletas que participaram dos Jogos Olímpicos. As informações são do "Bom Dia Brasil".

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O nome da empresa de São Paulo que foi usada no esquema é Natação Comércio de Artigos Esportivos Ltda., uma das principais fornecedoras da CBDA. Investigadores foram ao local, na Zona Oeste, e encontraram uma pet shop. A ação está sendo protocolada nesta quinta-feira e diz que a entidade dirigiu a licitação para contratar a empresa de fachada e superfaturar preços. Além disso, não há comprovação do recebimento dos produtos.

O GloboEsporte.com entrou em contato com a assessoria de imprensa da CBDA, que informou que vai se manifestar oficialmente após uma reunião, que já está em andamento na sede da entidade, com a presença de Coaracy Nunes.

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