Massa vê risco de GP do Brasil sair do calendário, mas torce pelo contrário
Felipe Massa, da Williams, comentou com o GloboEsporte.com, nesta quinta-feira no Circuito de Sepang, onde às 23 horas, horário de Brasília, começam os treinos livres do GP da Malásia, o fato de GP Brasil, em 2017, aparecer como etapa sujeita a confirmação na apresentação do calendário da próxima temporada da F1. Inicialmente a prova será a 20ª e penúltima do campeonato, dia 12 de novembro. A abertura acontece dia 26 de março em Melbourne, na Austrália.
“Há alguns meses me perguntaram a esse respeito (quando surgiu o rumor de que a corrida estaria em risco), dei minha opinião e fui criticado pelo Tamas (Tamas Rohonyi, da Interpro, promotora e organizadora do evento). Ele disse que não fala o que acha ou deixa de achar das corridas”, afirmou Massa, ou seja, não se intromete na área do piloto. “Eu apenas respondi uma pergunta. Não tenho a menor ideia dos termos do contrato, de como funciona. Falei que diante do momento difícil do Brasil, existia, sim, a chance de isso acontecer (o país não receber mais a F1).”
Ontem mesmo a organização do GP Brasil reagiu à ressalva da apresentação do calendário, pela FIA, e distribui comunicado para informar sentir-se surpresa com a notícia, pois tem um contrato (com a Formula One Management-FOM) até 2020 “e será cumprido rigorosamente, como sempre ocorreu nos últimos 45 anos”.
O assunto parece interessar Massa que deixará a competição depois do GP de Abu Dhabi, último do ano, dia 27 de novembro, após 14 anos de F1. “Eu falei que o risco independe de você ter um contrato. A Alemanha tem contrato e a gente não fez corrida lá no ano passado. Para o Bernie (Bernie Ecclestone, responsável pela definição do calendário, dentre outras coisas) começar a falar, fazer pressão, nós o conhecemos, é porque tem coisa acontecendo em volta. E agora sai o calendário com um ponto de interrogação no GP do Brasil. Antes de me criticar...”
GloboEsporte
