Gasto de brasileiros no exterior sobe em agosto, mas cai na parcial do ano
Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 1,29 bilhão em agosto e, com isso, registraram pequeno crescimento de 2,3% em relação ao mesmo mês do ano passado - quando totalizaram US$ 1,26 bilhão. Os números foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (26).
Apesar do aumento, o patamar ainda está relativamente baixo em relação ao recorde histórico, que foi o mês de agosto de 2014 - quando as despesas no exterior somaram US$ 2,35 bilhões. Em agosto de 2013, os gastos também foram altos (US$ 2,09 bilhões).
Embora ainda esteja em um patamar mais alto do que nos últimos anos, o dólar recuou no acumulado de 2016. Até agosto, a moeda norte-americana recuou 18,2%, para R$ 3,22 no fechamento do último mês. No fim do ano passado, estava em R$ 3,94. Com a queda do dólar, as passagens, hotéis e compras no exterior também ficam mais baratos.
Acumulado do ano
No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, porém, os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 9,18 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando as despesas lá fora ficaram em US$ 12,87 bilhões, a queda foi de 28,6%.
O baixo nível das despesas de brasileiros no exterior acontece em meio à crise econômica no país, ao aumento do desemprego e à queda da renda das famílias.
Também contribuem para o patamar menor de gastos no exterior a alta da inflação e o elevado nível de endividamento das famílias, além do dólar ainda relativamente alto frente aos últimos anos.
A valorização do dólar também aumenta o valor de despesas com cartões de crédito e débito no exterior – que sofrem ainda a incidência do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%.
Valor dos últimos anos
Em 2015, com a disparada do dólar em 2015, os gastos de brasileiros no exterior caíram para US$ 17,35 bilhões – o menor valor para um ano fechado desde 2010. Entre 2010 e 2014, os gastos de brasileiros no exterior haviam subido continuamente.
Até 1994, quando foi criado o Plano Real para conter a hiperinflação no país, os gastos de brasileiros no exterior não tinham atingido a barreira dos US$ 2 bilhões (pela série histórica antiga). Mas, naquele ano, quando o real foi equiparado ao dólar, as despesas somaram US$ 2,23 bilhões. Entre 1996 e 1998, elas oscilaram entre US$ 4 bilhões e US$ 5,7 bilhões.
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Apesar do aumento, o patamar ainda está relativamente baixo em relação ao recorde histórico, que foi o mês de agosto de 2014 - quando as despesas no exterior somaram US$ 2,35 bilhões. Em agosto de 2013, os gastos também foram altos (US$ 2,09 bilhões).
Embora ainda esteja em um patamar mais alto do que nos últimos anos, o dólar recuou no acumulado de 2016. Até agosto, a moeda norte-americana recuou 18,2%, para R$ 3,22 no fechamento do último mês. No fim do ano passado, estava em R$ 3,94. Com a queda do dólar, as passagens, hotéis e compras no exterior também ficam mais baratos.
Acumulado do ano
No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, porém, os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 9,18 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando as despesas lá fora ficaram em US$ 12,87 bilhões, a queda foi de 28,6%.
O baixo nível das despesas de brasileiros no exterior acontece em meio à crise econômica no país, ao aumento do desemprego e à queda da renda das famílias.
Também contribuem para o patamar menor de gastos no exterior a alta da inflação e o elevado nível de endividamento das famílias, além do dólar ainda relativamente alto frente aos últimos anos.
A valorização do dólar também aumenta o valor de despesas com cartões de crédito e débito no exterior – que sofrem ainda a incidência do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%.
Valor dos últimos anos
Em 2015, com a disparada do dólar em 2015, os gastos de brasileiros no exterior caíram para US$ 17,35 bilhões – o menor valor para um ano fechado desde 2010. Entre 2010 e 2014, os gastos de brasileiros no exterior haviam subido continuamente.
Até 1994, quando foi criado o Plano Real para conter a hiperinflação no país, os gastos de brasileiros no exterior não tinham atingido a barreira dos US$ 2 bilhões (pela série histórica antiga). Mas, naquele ano, quando o real foi equiparado ao dólar, as despesas somaram US$ 2,23 bilhões. Entre 1996 e 1998, elas oscilaram entre US$ 4 bilhões e US$ 5,7 bilhões.