Frustrado, Cristóvão diz que Timão paga preço alto pela saúde financeira
Cristóvão Borges sobreviveu apenas a 18 partidas à frente de um Corinthians em remontagem. A missão não era fácil. Ele teve de substituir o multicampeão Tite justamente no ano em que o presidente Roberto de Andrade foi mais firme em sua política de corte de gastos, negociando vários jogadores e trazendo reposições mais modestas.
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Demitido após três meses, o treinador recebeu o GloboEsporte.com no apartamento alugado onde mora com a esposa, na Zona Leste de São Paulo, dias antes de devolver as chaves ao proprietário. Frustrado por não ter dado certo no cargo, ele lamentou a perda de jogadores como Elias e Bruno Henrique, reconheceu que cometeu alguns erros durante o processo de remontagem e concluiu que o torcedor do Timão ficou mal acostumado com os anos de bonança com Tite e não se preparou para a escassez.
– É um preço muito alto que o presidente está pagando e que o treinador também paga. Ninguém valoriza muito essa coisa do correto, do pagar em dia. Todo mundo quer título e, às vezes, para muitos não importa a que preço. Mas pelo o que clube tem de solidez, ainda vai se manter em uma posição boa. Daqui a pouco volta ao G-4. E, na Copa do Brasil, é possível brigar pela forma de disputa.
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