Corinthians evolui, mas desce na tabela; empate é ponto negativo
O Corinthians mostrou evolução ao enfrentar o Coritiba no Couto Pereira, na noite de quarta-feira. Com boa organização do meio para frente, foi superior (principalmente no segundo tempo) e, após 90 minutos, a sensação foi de que a vitória escapou dos dedos. O atacante Lucca, um dos destaques do jogo, finalizou seis vezes contra Wilson. Em entrevista coletiva, Cristóvão Borges concordou que o time perdeu dois pontos no Paraná. O resultado tirou o time do G-4.
Mais uma vez no esquema 4-1-4-1, o Corinthians teve um Gustavo mais participativo. Brigador e de bastante movimentação, o grandalhão participou bem do primeiro gol, ao cruzar para Marlone abrir o placar, logo aos 14 minutos da primeira etapa. Procurado pelos companheiros, ele conseguiu finalizar duas vezes (uma delas, porém, em posição de impedimento), e ainda deixou Guilherme Arana na cara de Wilson, em passagem do lateral. O ponto negativo foi que ficou impedido sete vezes durante o jogo. É preciso ficar mais atento.
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Além da evolução de Gustavo, Guilherme Arana substituiu muito bem o machucado Uendel, que saiu com dores na posterior da coxa direita e é dúvida para o clássico. Quem não participará do jogo contra o Palmeiras, sábado, em Itaquera, é Fagner, que recebeu terceiro cartão amarelo por pênalti em Kazim. Assim como contra o Santos, quando Vilson derrubou Luiz Felipe com uma trombada boba, o lateral-direito poderia ter evitado o contato no atacante do Coxa.
A superioridade não esconde os problemas defensivos da equipe, que voltou a sofrer. Com bastante liberdade, os pontas Leandro e Evandro chegaram diversas vezes na área de Cássio, e a bola aérea foi um "Deus nos acuda". O time fez 20 desarmes, contra 31 do Coritiba. Cristian, primeiro volante, não roubou nenhuma bola. O que tem se repetido de jogo a jogo.
Mais acionado em campo, com 66 passes (65 certos), foi Cristian quem ficou encarregado de distribuir a bola. Camacho e Rodriguinho, com mais liberdade, também fizeram a bola rolar. O meia, mais à frente na etapa final, quando o esquema passou a 4-2-3-1, deu bastante qualidade ao time. Na virada do tempo, o Timão ficou mais com a bola, terminando com 51% de posse.
