Alimentos perdem fôlego e IPCA desacelera alta em agosto
(Reuters) - Os preços dos alimentos desaceleraram e ajudaram a inflação oficial a perder força em agosto, mantendo a porta aberta para um corte na taxa básica de juros.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,44 por cento em agosto, após subir 0,52 por cento em julho, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mas apesar da folga na comparação mensal, essa é a taxa mais alta para meses de agosto desde 2007, quando o IPCA subiu 0,47 por cento.
Além disso, a alta acumulada em 12 meses até agosto aumentou para 8,97 por cento, contra 8,74 por cento no período até julho, muito acima do teto da meta --de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.
"Mesmo com desemprego, menos demanda, menor renda e economia devagar, ainda há um resistência da inflação provocada basicamente por pressão de custos", explicou a economista do IBGE Eulina Nunes dos Santos, citando o dólar e os efeitos do clima sobre os alimentos.
O resultado de agosto se deveu principalmente ao grupo Alimentação e Bebidas, cujos preços subiram 0,30 por cento no mês passado, após alta de 1,32 por cento em julho.
Economistas consultados pela Reuters esperavam que o IPCA apresentasse alta de 0,44 por cento no mês e subisse 8,98 por cento em 12 meses.
