Ranking latino de usuários de prostituição nos Jogos Olímpicos do Río que pedem para apagar seus rastros na Internet
O último informe Net Index Eliminalia publicado hoje revela que os pedidos para apagar dados na Internet, relativos à solicitação de prostituição durante os Jogos Olímpicos do Rio, tiveram um crescimento excepcional nas últimas semanas por parte de clientes procedentes de países latino-americanos.
Os usuários do México que viajaram para o Rio nestes dias encabeçam o ranking do número de visitas na Web para a captação de serviços sexuais nessa cidade brasileiras, com 331 pedidos para apagar seus dados na Internet durante as últimas semanas, o que supõe um aumento de 124% em relação aos pedidos feitos no México para eliminar o rastro online no mesmo período do ano passado.
No segundo posto do ranking estão os usuários online da Argentina, com 189 pedidos de eliminação de seus dados relacionados com sua estada no Rio (+ 97% em comparação com 2015). O terceiro posto foi ocupado pelo Brasil com 124 pedidos (+ 92%), o quarto pela Bolívia com 98 pedidos (+ 80%) e o quinto pela Colômbia com 55 pedidos (+ 77%). Outros aumentos de mais de 50% em número de pedidos para eliminação de pegadas digitais vieram do Caribe, Chile, Uruguai, Peru, Equador e Venezuela. Os usuários da Internet que menos pediram para eliminar seu perfil na mídia social, devido à solicitação de serviços de prostituição no Rio, são da Nicarágua, Panamá e Honduras.
Os pedidos de eliminação de contatos sexuais que, de uma forma ou outra, envolvem o cliente ou a prostituta (também gays e transexuais) provêm sobretudo de atletas que foram paulatinamente desclassificados em suas respectivas competições, treinadores, pessoal técnico registrado nas delegações oficiais, membros de federações esportivas e jornalistas credenciados para cobrir os Jogos Olímpicos, que não desejam aparecer nas redes sociais como fregueses de comércio sexual.
Esse barômetro Net Index Eliminalia comparou o tráfego de usuários nos sites de sexo, acompanhantes e prostíbulos nos últimos 30 dias, entre 21 de julho e 21 de agosto de 2016, em comparação com o registrado no mesmo período de 2015. As informações de tráfego foram cruzadas com os pedidos para apagar dados recebidos pela Eliminalia nessas últimas semanas na América Latina.
A batida policial de 28 de julho contra prostitutas alojadas em um edifício da Barra da Tijuca, nas proximidades do Parque Olímpico, em que foram detidas duas pessoas, e à qual se seguiram outras intervenções policiais nos dias consecutivos, fez com que a Internet se convertesse, rapidamente, em um veículo de contato menos exposto publicamente.
Paralelamente, foram aparecendo na Internet denúncias de prostitutas contra a polícia, em razão da violência empregada em algumas das evacuações de clubes. A isso se deve acrescentar casos de adolescentes em ambos os sexos menores de idade, entre 13 e 17 anos, que se apresentaram na Internet com identidade real ou falsa e que agora querem apagar sua pegada digital urgentemente.
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Os usuários do México que viajaram para o Rio nestes dias encabeçam o ranking do número de visitas na Web para a captação de serviços sexuais nessa cidade brasileiras, com 331 pedidos para apagar seus dados na Internet durante as últimas semanas, o que supõe um aumento de 124% em relação aos pedidos feitos no México para eliminar o rastro online no mesmo período do ano passado.
No segundo posto do ranking estão os usuários online da Argentina, com 189 pedidos de eliminação de seus dados relacionados com sua estada no Rio (+ 97% em comparação com 2015). O terceiro posto foi ocupado pelo Brasil com 124 pedidos (+ 92%), o quarto pela Bolívia com 98 pedidos (+ 80%) e o quinto pela Colômbia com 55 pedidos (+ 77%). Outros aumentos de mais de 50% em número de pedidos para eliminação de pegadas digitais vieram do Caribe, Chile, Uruguai, Peru, Equador e Venezuela. Os usuários da Internet que menos pediram para eliminar seu perfil na mídia social, devido à solicitação de serviços de prostituição no Rio, são da Nicarágua, Panamá e Honduras.
Os pedidos de eliminação de contatos sexuais que, de uma forma ou outra, envolvem o cliente ou a prostituta (também gays e transexuais) provêm sobretudo de atletas que foram paulatinamente desclassificados em suas respectivas competições, treinadores, pessoal técnico registrado nas delegações oficiais, membros de federações esportivas e jornalistas credenciados para cobrir os Jogos Olímpicos, que não desejam aparecer nas redes sociais como fregueses de comércio sexual.
Esse barômetro Net Index Eliminalia comparou o tráfego de usuários nos sites de sexo, acompanhantes e prostíbulos nos últimos 30 dias, entre 21 de julho e 21 de agosto de 2016, em comparação com o registrado no mesmo período de 2015. As informações de tráfego foram cruzadas com os pedidos para apagar dados recebidos pela Eliminalia nessas últimas semanas na América Latina.
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Paralelamente, foram aparecendo na Internet denúncias de prostitutas contra a polícia, em razão da violência empregada em algumas das evacuações de clubes. A isso se deve acrescentar casos de adolescentes em ambos os sexos menores de idade, entre 13 e 17 anos, que se apresentaram na Internet com identidade real ou falsa e que agora querem apagar sua pegada digital urgentemente.

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