"Pensei em parar de jogar três vezes", diz Bruno Schmidt, hoje campeão
Medalha de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, ao lado de Alison, Bruno Schmidt precisou passar por um longo caminho até chegar à consagração. Mesmo com 1,85m de altura, o jogador é considerado baixo para o vôlei de praia. Em entrevista ao SporTV, o novo campeão afirmou que pensou em abandonar o esporte mais de uma vez, mas que persistiu por causa de seu pai, Luiz Felipe, e do técnico Leandro Brachola.
- Ainda bem que eu tenho um pai tarado nesse esporte, e é culpado de eu estar jogando. Ele sempre acreditou em mim, mais do que eu mesmo. O meu técnico, Leandro Brachola, também é um perfeccionista e sempre falou as coisas certas nos momentos mais difíceis. Eu tinha que passar por isso. Minha vida até aqui foi muito difícil. Nesses oito anos em que eu jogo o Circuito Mundial, visando uma Olimpíada, pensei em parar de jogar umas três vezes. Hoje, é engraçado estar olhando para esta medalha dourada. Eu poderia não estar aqui, olhando para ela. Eu agradeço às pessoas próximas, principalmente meu pai, e que bom que eu não escutei determinadas pessoas naquela época - disse.
Bruno disse que a altura dos jogadores de vôlei de praia está se tornando cada vez maior, quase alcançando o vôlei de q. O companheiro de Bruno, Alison, tem 2,03m de altura. O americano Phil Dallhauser, campeão em Pequim-2008, tem 2,06m.
- O vôlei de praia está acompanhando um pouco a estatura do vôlei de quadra. A estatura do vôlei de quadra é absurda. Eu não ia durar um segundo no vôlei de quadra. Graças a Deus, existe o vôlei de praia. Quando eu comecei, nunca estive em plano nenhum, de possíveis atletas para defender nosso país, sempre estive de fora de tudo. Quando você começa e não tem apoio nenhum, tem a expectativa de ninguém, fica árduo, você fica dando soco em ponta de faca. Por diversas vezes, eu achei que estava perdendo tempo - afirmou Bruno Schmidt.
Prata em Londres, em parceria com Emanuel, Alison lembrou que também passou por momentos difíceis nos quatro anos de preparação para o Rio de Janeiro. Durante o ciclo olímpico, ele foi operado em duas oportunidades (apêndice e o joelho).
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