Base aliada quer votar cassação de Cunha após impeachment, diz Maia
Pressionado pela oposição, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira (10) que a base de apoio ao presidente em exercício Michel Temer quer votar a cassação do ex-presidente da Casa Eduardo Cunha (PMDB-RJ) somente depois da conclusão do processo de impeachment de Dilma Rousseff.
Em entrevista coletiva na Câmara, Maia disse que vai anunciar ainda nesta quarta-feira a data em que colocará em votação no plenário da Casa o relatório do Conselho de Ética que recomenda que Cunha perca o mandato de deputado federal. O deputado do DEM, no entanto, ressaltou que ainda falta ouvir alguns líderes.
“Vou definir hoje [a data]. Vamos esperar a parte da tarde. Tudo é legítimo. A oposição quer votar amanhã, como exemplo. A base do governo quer votar [o a cassação de Cunha] depois do impeachment. Do ponto de vista política, tudo e legítimo”, disse o parlamentar.
O presidente da Câmara disse também que vai escolher uma data dentro do prazo médio que outros processos de cassação levaram para sair das comissões para o plenário.
“Não haverá nenhuma decisão que saia da curva histórica dos processos de votação de cassação desta Casa [...] Dentro da média histórica dos prazos dos processos que vieram a plenário, eu vou respeitar tudo e assim será feito”, disse.
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“Vou definir hoje [a data]. Vamos esperar a parte da tarde. Tudo é legítimo. A oposição quer votar amanhã, como exemplo. A base do governo quer votar [o a cassação de Cunha] depois do impeachment. Do ponto de vista política, tudo e legítimo”, disse o parlamentar.
O presidente da Câmara disse também que vai escolher uma data dentro do prazo médio que outros processos de cassação levaram para sair das comissões para o plenário.
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