Atletas expulsas de Londres por jogar para perder buscam vida nova no Rio

Quando Greysia Polii deixou o local de competição, a música que reverberava ao fundo era a versão indonésia de parabéns para você. A atleta de badminton, ao iniciar os 29 anos neste 11 de agosto, acabara de estrear com festa no Rio: vitória expressiva e muito carinho da torcida. Seria um lindo conto de fadas se essa não fosse sua primeira partida em uma Olimpíada depois de ser expulsa dos Jogos de Londres, há quatro anos, por um gesto que revoltou a comunidade esportiva: jogar para perder.

Foi um escândalo que abalou os Jogos passados. Quatro duplas femininas de badminton foram acusadas de fazer corpo mole em suas partidas para forçar a derrota e assim conseguir um alinhamento mais fácil nas fases seguintes. Todas elas foram sumariamente expulsas da Olimpíada: uma da China, duas da Coreia do Sul e a da Indonésia, da qual Polii fazia parte.

Daquelas oito atletas, quatro estão no Rio – e todas estrearam nesta quinta-feira. Das duplas que saíram manchadas de Londres, nada restou: foram todas desfeitas. Mas surgiram novas parcerias, e as jogadoras excluídas em 2012 encontraram uma forma de tentar recuperar o sonho olímpico.

Não por acaso, todas venceram em sua estreia. Não surpreende: são fortíssimas. Greysa Polii, agora em uma dupla mista com Nitya Krishinda Mahswari, passou fácil por uma parceria de Hong Kong: 2 sets a 0, parciais de 21/9 e 21/11. Celebrou o aniversário e a vitória com uma convicção: a vergonha passada em Londres a fortaleceu.

- Eu voltei muito mais forte do que nunca. O passado é passado. O presente é presente. Vou fazer o meu melhor aqui. Essa história está no passado para mim e para a Indonésia. Eu quero andar para frente agora, quero viver o presente e dar o meu melhor.

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