VW quer reduzir mão de obra em 34%


A Volkswagen informou ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC ter 3,6 mil trabalhadores excedentes na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), ou 34% de seu efetivo, de 10,5 mil funcionários. Para evitar demissões aleatórias, a empresa propõe várias medidas, como abertura de novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), redução de salários para novos funcionários, corte no adicional noturno e nos benefícios (inclusive do serviço de chá e café) e fim da estabilidade para acidentados.

Entre os excedentes, 2,5 mil são da área de produção e 1,1 mil do setor administrativo. As propostas ainda serão discutidas entre as partes e depois levadas para avaliação dos trabalhadores em assembleia. Em maio, a empresa havia informado o sindicato que tinha um excedente de 1.060 empregados na unidade.

A nova proposta da empresa altera acordo fechado com o sindicato em 2015, que previa o congelamento dos salários até 2017. A intenção agora é estender a medida até 2019 e em 2020 e 2021 aplicar apenas o repasse da inflação (INPC).

Em nota, a Volkswagen justificou que as projeções do setor são diferentes hoje e indicam que o mercado brasileiro deve consumir 2 milhões de veículos neste ano, 20% menos que em 2015 e 40% inferior a 2014.



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