Prestes a ser ultrapassada por RBR, Ferrari sequer tem diretor técnico
Terminar o GP da Hungria, neste domingo, fora do pódio acrescentou ainda mais energia ao clima de pré ebulição na Ferrari. Se no fim de semana agora, em Hockenheim, 12ª etapa do campeonato, Sebastian Vettel ou Kimi Raikkonen de novo perderem a disputa para a RBR, pois a Mercedes nem entra em cena, diante da sua superioridade, o presidente da empresa, Sergio Marchionne, homem de pouca paciência, promoverá mudanças na equipe.
É o que se pode compreender do fato de ele próprio permanecer na sede da Ferrari, em Maranello, antes da etapa de Budapeste, após na prova disputada em Silverstone, Inglaterra, Raikkonen terminar em quinto e Vettel, nono.
Esse ambiente de tensão no grupo italiano decorre do fato de na temporada passada a escuderia ter dado um grande salto de performance em relação a 2014 (de 4ª entre os construtores, com 216 pontos, a vice-campeã, com 428, e três vitórias) e este ano, depois de 11 corridas, além de não ganhar nenhum GP tem o segundo lugar seriamente ameaçado pelo avanço da RBR. A Ferrari está um ponto somente na frente, 224 a 223. A Mercedes tem 378.
Com um agravante: o modelo SF16-H deste ano está perdendo a cada dia a luta para o RB12-TAG Heuer (Renault) de Daniel Ricciardo e Max Verstappen e, ao mesmo tempo, evidenciando algo que foi o ponto forte da Ferrari nos últimos tempos, a confiabilidade do equipamento. Vettel já está na quarta unidade motriz e Raikkonen, no quarto MGU-K, sistema de recuperação de energia cinética, enquanto o limite para ambos é 5. Provavelmente vão receber punições no grid, até o fim da temporada, por ultrapassarem esse limite.
Marchionne providenciou tudo o que foi solicitado pelo diretor técnico, James Allison, o responsável do setor das unidades motrizes, Mattia Binotto, e Maurizio Arrivabene, administração geral. A expectativa de todos, bem como do piloto líder do projeto, Sebastian Vettel, era de a Ferrari vencer, este ano, bem mais dos três GPs de 2015. Mas o caminho seguido foi oposto, o time andou para trás.
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Com um agravante: o modelo SF16-H deste ano está perdendo a cada dia a luta para o RB12-TAG Heuer (Renault) de Daniel Ricciardo e Max Verstappen e, ao mesmo tempo, evidenciando algo que foi o ponto forte da Ferrari nos últimos tempos, a confiabilidade do equipamento. Vettel já está na quarta unidade motriz e Raikkonen, no quarto MGU-K, sistema de recuperação de energia cinética, enquanto o limite para ambos é 5. Provavelmente vão receber punições no grid, até o fim da temporada, por ultrapassarem esse limite.
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