Pressão x espírito olímpico: fisiologista analisa controle antidoping nos Jogos

Dentro de duas semanas começam os Jogos Olímpicos. Mais uma vez fica a expectativa em relação à incidência de casos de doping. No esporte de alto rendimento e na sua vitrine maior representada pela competição, a busca pelas medalhas transcende em muito o espírito olímpico. Obter uma medalha ou mesmo quebrar um recorde mundial na Olimpíada representa para a maioria dos atletas sua sobrevivência no esporte, que é a profissão que ele exerce.

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A importância desses feitos é também capitalizada politicamente por muitos países, o que muitas vezes conduz a uma situação de verdadeiro acobertamento de irregularidades no controle da legitimidade dos processos de preparação. Os fatos recentes que ocorreram com os atletas russos são exemplos dessas circunstâncias.

O controle antidoping é hoje uma verdadeira batalha, absolutamente indispensável para que possamos manter a credibilidade do esporte. As pressões para a obtenção de resultados levam os atletas a buscarem os mais diversos - e muitas vezes absurdos - meios de usar substâncias proibidas que melhorem artificialmente a performance sem serem flagrados pelos mecanismos de controle.

Frequentemente surgem drogas que até então eram praticamente desconhecidas pelo controle antidopagem e que se constata promover melhora de desempenho. O Meldonium, a droga que provocou o doping da tenista russa Maria Sharapova, é um exemplo.

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