Ipea analisa causas da alta persistente dos preços dos alimentos
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou na tarde desta quinta-feira, 21/07, pesquisa realizada por seu Grupo de Conjuntura (Gecon) sobre a inflação dos alimentos. A seção já está disponível no blog da Carta de Conjuntura: http://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/
• Entrevistas com técnica de planejamento e pesquisa do Ipea Maria Andreia Parente sobre a repercussão dos resultados do IPCA de hoje podem ser solicitadas pelo e-mail marina.nery@ipea.gov.br e agendadas no Rio, ou pelo telefone (21) 3515-8578.
A nota técnica titulada “A inflação dos alimentos: uma análise do desempenho recente”, lançada pelo Ipea, analisa a influência dos alimentos na variação da inflação nacional nos últimos cinco anos, indicando que o comportamento dos preços desse grupo tende a continuar pressionando a inflação nos próximos meses, porém em ritmo menos intenso.
Há períodos em que os alimentos representam quase 40% de toda a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O objetivo da nota técnica é identificar quais são os fatores responsáveis por esse comportamento dos alimentos, assim como entender o mecanismo de repasse dos preços do produtor ao consumidor.
Para avaliar esse cenário, o grupo de pesquisadores de Conjuntura do Ipea (Gecon) criou um modelo estatístico cujos resultados indicam que, em um horizonte de três meses, aproximadamente 37% da variação do IPCA é explicada pelos choques dos alimentos no atacado, enquanto o câmbio responde por 7,6%.
De acordo com o estudo, a evolução recente dos preços dos alimentos no IPCA ainda é reflexo da intensa desvalorização cambial ocorrida no segundo semestre de 2015, no entanto, a melhora do comportamento dos preços do atacado prevista para os próximos meses poderá significar um arrefecimento do IPCA, contribuindo para um retorno mais rápido do índice cheio a níveis mais próximos ao teto da banda de tolerância da meta de inflação.
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• Entrevistas com técnica de planejamento e pesquisa do Ipea Maria Andreia Parente sobre a repercussão dos resultados do IPCA de hoje podem ser solicitadas pelo e-mail marina.nery@ipea.gov.br e agendadas no Rio, ou pelo telefone (21) 3515-8578.
A nota técnica titulada “A inflação dos alimentos: uma análise do desempenho recente”, lançada pelo Ipea, analisa a influência dos alimentos na variação da inflação nacional nos últimos cinco anos, indicando que o comportamento dos preços desse grupo tende a continuar pressionando a inflação nos próximos meses, porém em ritmo menos intenso.
Há períodos em que os alimentos representam quase 40% de toda a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O objetivo da nota técnica é identificar quais são os fatores responsáveis por esse comportamento dos alimentos, assim como entender o mecanismo de repasse dos preços do produtor ao consumidor.
Para avaliar esse cenário, o grupo de pesquisadores de Conjuntura do Ipea (Gecon) criou um modelo estatístico cujos resultados indicam que, em um horizonte de três meses, aproximadamente 37% da variação do IPCA é explicada pelos choques dos alimentos no atacado, enquanto o câmbio responde por 7,6%.
De acordo com o estudo, a evolução recente dos preços dos alimentos no IPCA ainda é reflexo da intensa desvalorização cambial ocorrida no segundo semestre de 2015, no entanto, a melhora do comportamento dos preços do atacado prevista para os próximos meses poderá significar um arrefecimento do IPCA, contribuindo para um retorno mais rápido do índice cheio a níveis mais próximos ao teto da banda de tolerância da meta de inflação.

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