Passou da hora de repensar o futebol brasileiro - e o problema também é seu

Veja bem a imagem abaixo. Antes de ler o restante do texto, tente entender aí na sua mente o que acontece nesse lance.







Viu? A imagem representa bem o que é o futebol praticado e pensado no Brasil, ao menos na Seleção: individualista, pouco coletivo, lento, confiante na técnica e sem pensar e planejar situações. Como atacar? Como defender? Como sair da defesa para o ataque? Como Filipe Luís irá levar a bola para frente sem NENHUMA opção de passe à sua frente? Coutinho está lá, aproximando para criar APOIO, mas a marcação do Peru bloqueia a visão do lateral.

Resultado: bola tocada pra trás, entre os zagueiros, sem perfurar as linhas do Peru. Mas o Renato Augusto, bom de bola, “camisa 8”, não está jogando recuado? De quê adianta se o restante do time não acompanha? Não cria situações de apoio, amplitude, infiltração? Se na defesa o Brasil “encaixa” a marcação e não preenche o campo?

Futebol é um jogo de ocupação de espaços. E deve ser entendido, estudado e pensado como tal. Nesse sentido, o aspecto tático é o mais importante: é ele quem define o que os jogadores farão, como farão e onde farão. É ele quem define os comportamentos da equipe e quem dá uma IDEIA DE JOGO, executada nos treinos e “copiada” nos jogos. Jogo é….treino, e treino é jogo. Intensidade e concentração são pré-requisitos para jogar em alta performance.

O Brasil perdeu para o Peru com um gol irregular. Mas o que está em questão aqui é o desempenho, o emocional em baixa após o início do 2º tempo, a desorganização...cada jogo tem sua narrativa própria, mas a Seleção repetiu um cenário que há muito tempo se repete. - mais tempo que o 7x1.

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