Hypermarcas nega irregularidade após notícia de delação de executivo

A Hypermarcas divulgou nesta terça-feira (28) um comunicado informando que o ex-executivo da companhia Nelson Mello "autorizou, por iniciativa própria, despesas sem as devidas comprovações das prestações de serviços”, mas disse que a empresa "não se beneficiou de quaisquer dos atos praticados pelo ex-executivo".

O comunicado foi divulgado na CVM (Comissão de Valores Mobiários) antes da abertura do pregão da Bovespa. As ações chegaram a 7,4% na abertura dos negócios e tinham queda de mais de 5% por volta das 14h. É a principal queda do índice da Bolsa de São Paulo no dia.

Nesta quarta, uma reportagem publicada pelo jornal “O Estado de S.Paulo” relata um suposto repasse de propinas para senadores do PMDB, entre eles Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e Eduardo Braga (AM).

Segundo com o jornal, Mello disse em depoimento aos procuradores, em acordo de delação premiada, que pagou R$ 30 milhões a dois lobistas com trânsito no Congresso para distribuir o dinheiro para os senadores. Lúcio Bolonha Funaro e Milton Lyra seriam os responsáveis por fazer esse repasse. As informações repassadas por Mello teriam objetivo de pagar parlamentares para atuarem em defesa de interesses da empresa no Congresso Nacional.

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