EUA investigam possível ajuda em massacre de Orlando

Pessoas durante homenagem em San Francisco às vítimas de ataque a tiros em Orlando.    13/06/2016        REUTERS/Stephen Lam

Autoridades dos Estados Unidos estão investigando nesta segunda-feira se alguém ajudou o atirador que matou 49 pessoas em uma boate gay de Orlando, na Flórida, mas disseram não acreditar que alguém ligado ao ataque represente um perigo ao público no momento.

A Polícia Federal dos EUA (FBI) e outros agentes da lei estão avaliando os indícios dentro da casa noturna Pulse, onde um atirador que jurou lealdade ao Estado Islâmico realizou o pior ataque a tiros da história do país, e nas ruas interditadas ao seu redor.

O agressor, Omar Mateen, cidadão dos EUA e filho de imigrantes afegãos que nasceu em Nova York e morava na Flórida, foi morto a tiros por policiais que invadiram a boate com veículos de assalto depois de um cerco de três horas.

Ainda no domingo, autoridades estimaram em 50 o saldo de mortes, mas nesta segunda-feira esclareceram que a cifra inclui Mateen.

Os agentes da lei estão procurando pistas para saber se alguém preparou o atentado com Mateen, disse Lee Bentley, procurador-geral do distrito médio da Flórida.

"Existe uma investigação sobre outras pessoas, estamos trabalhando tão diligentemente quanto possível nisso", afirmou Bentley em uma coletiva de imprensa. "Se alguém mais se envolveu neste crime, será processado".

As autoridades enfatizaram que não acreditam em outros agressores e que não têm indícios de nenhuma ameaça ao público.

Mateen, de 29 anos, ligou para os serviços de emergência durante os disparos e jurou aliança ao líder do grupo militante Estado Islâmico, disseram autoridades.


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