Em rádio, Estado Islâmico reivindica autoria do massacre de Orlando

Em rádio oficial, o grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta segunda-feira (13) a autoria do massacre em uma boate gay de Orlando, nos Estados Unidos, cometido por um "soldado do califado". Ao todo, 50 pessoas morreram, incluindo o atirador, e dezenas ficaram feridas.

"Deus permitiu ao irmão Omar Mateen, um dos soldados do califado nos Estados Unidos, lançar uma ghazwa [termo islâmico para designar um ataque] em uma discoteca de sodomitas na cidade de Orlando, conseguindo matar e ferir mais de 100 deles", afirma o boletim da Rádio Al-Bayan do EI.
O comunicado foi divulgado em inglês e árabe por meio da agência de notícias Amaq, que é ligada aos jihadistas. O EI costuma reivindicar com rapidez atentados ocorridos no Ocidente, mesmo os realizados pelos chamados "lobos solitários", que operam sem coordenação com células da organização.

Até as 11h desta segunda-feira, as autoridades norte-americanas não haviam se pronunciado sobre as declarações.

Embora o grupo extremista tenha assumido a autoria da ação, isso não significa que necessariamente tenha dirigido o ataque: nada indica uma coordenação entre o atirador e o Estado Islâmico antes do ataque.

O número de mortos faz do ato o pior ataque a tiros da história dos EUA. O último com proporções comparáveis foi o massacre de 2007 na universidade Virginia Tech, que deixou 32 mortos. Este é o pior massacre terrorista em solo americano, depois do 11 de setembro.

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