Promotor pede extinção de torcidas organizadas após morte em São Paulo

Neste domingo, antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians, no Pacaembu, brigas entre torcidas organizadas provocaram uma morte e acabaram com 25 presos. Os conflitos aconteceram em São Miguel Paulista, Guarulhos e na estação de metrô do Brás. Em entrevista ao "Troca de Passes", o promotor Paulo Castilho, do Ministério Público de São Paulo, afirmou que só vê uma solução para o problema da violência das organizadas: a proibição de sua existência.

- Uma coisa que a gente tem certeza de que facilitaria o nosso trabalho seria a implantação da tornozeleira eletrônica, para poder controlar e manter esse torcedor violento longe das praças esportivas. Estudo isso há 12 anos, conheci outros países, outras legislações. A verdade é que o país é muito grande, é uma população de mais de 200 milhões, e esses jovens insistem em se agrupar para o mal. Isso não tem como permitir. Hoje, não consigo vislumbrar outra saída que não seja a extinção, a proibição da existência de torcida organizada. A não ser que eles fossem vinculados ao clube, sócios do clube. A verdade é essa. Quando eles se juntam, se comportam de maneira reprovável, de maneira que desrespeita a lei e todos os cidadãos de bem - disse o promotor.

Paulo Castilho afirmou que as organizadas estão apenas levando terror para comerciantes e para jogadores e comissões técnicas dos clubes.

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Publicado por WFour Cursos em Sexta, 25 de março de 2016

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