Projetos, oferta de terrenos e debate: Fluminense sonha com estádio próprio

A realidade do Centro de Treinamento animou o Fluminense a tirar outro sonho do papel: o estádio próprio. Com o conhecimento adquirido na construção na Barra da Tijuca, o Tricolor debate a ideia de erguer uma nova casa. Embora incipiente, a conversa existe nos gabinetes das Laranjeiras. Projetos são discutidos e terrenos, oferecidos ao clube. O presidente Peter Siemsen é favorável, entende que o próximo mandatário poderá tornar viável o desejo da torcida. Até porque o clube reclama da falta de autonomia no Maracanã.  

Pedro Antonio Ribeiro da Silva, vice de projetos especiais e homem que comanda a construção do CT, é uma espécie de porta de entrada ao assunto. Na construção do CT, em fase adiantada, se relacionou com pessoas que garantem poder ajudar. Mais de uma vez recebeu oferta de locais para abrigar a casa. Quatro deles chamaram atenção, mesmo que garanta nunca ter ido visitá-los.  

- Cada árvore tem o seu machado. É um assunto que o torcedor quer, o presidente quer e eu quero. É prematuro, não é o momento. Não tem nada razoável, consistente sobre. Entre conseguir um terreno, viabilizar, projetar, construir e terminar... é um projeto de cinco anos. Não tem como fazer tudo ao mesmo tempo. O orçamento do clube é deficitário - resume Pedro Antonio.  

“Conseguir um terreno”. A frase não é à toa. Para o CT, o local foi doado pela prefeitura do Rio. Porém, houve necessidade de aterrá-lo. Um custo alto, 35% do total da obra. A escolha, se será doado ou comprado, o local, tudo é algo complexo, que demanda tempo. Por isso, a prioridade é concluir o CT. Mas a ideia de ter estádio é antiga, anterior, por exemplo, a nomeação do dirigente, no começo de 2014. Já se cogitou reformar as Laranjeiras. E volta e meia algum projeto chega a Peter. Um deles, defendido por outros membros da direção, é construir um estádio de três andares iguais e independentes, com capacidade total de 30 mil pessoas. Assim, seria possível personalizar o local a cada tipo de jogo: pequeno teria espaço a 10 mil pessoas, médio a 20 mil e grande, 30 mil. Uma forma de racionalizar custos.  

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