Ônibus sustentáveis se inspiram na Fórmula 1
O KERS utilizado na frota elétrica de ônibus em Campinas foi introduzido na categoria máxima do automobilismo em 2009. Essa tecnologia tem como conceito reverter em potência a energia cinética gerada nas frenagens. A cidade do interior de São Paulo é a primeira no Brasil a contar com veículos elétricos em uma frota convencional, totalizando seis ônibus, que estão em pleno funcionamento desde o fim de 2015.
O ônibus elétrico atua na linha 220 de Campinas, que vai de Campo Grande a Cambuí, e tem autonomia de 250 km ou oito a dez horas por dia. A recarga da bateria é feita na sede da Itajaí, empresa que administra a frota, e leva não mais do que quatro horas. Silencioso — e não poluente —, o veículo elétrico ainda está em fase de testes, e a prefeitura da cidade pretende ouvir os usuários visando adaptações que melhorem o conforto.
Na Fórmula 1, o acionamento do KERS é feito por meio de um botão no volante do carro, e o piloto pode usar o acréscimo de potência de 82 cv por quase sete segundos em cada volta. A partir de 2014, o sistema foi atualizado para o ERS, mais complexo, com dois motores elétricos, além de baterias capazes de gerar 163 cv de potência.
O automobilismo não teve apenas o papel de desenvolver a tecnologia, mas também de aprimorar a segurança em torno de sua utilização. Nos primeiros testes, os mecânicos das equipes usavam luvas de borracha e alguns chegaram a tomar choques elétricos ao encostar nos carros — problema totalmente solucionado nos dias de hoje, tornando possível seu uso cotidiano na sociedade.
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