Paes nega ter furado fila em hospital no Rio e diz que denuncia é política

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, negou nesta terça-feira (15) que tenha furado fila no Hospital Lourenço Jorge para o atendimento de seu filho no domingo, quando reclamou da médica que os atendeu. A médica disse que o alcaide foi grosseiro e o Sindmed resolveu denunciá-lo por assédio moral, mas Paes se defendeu.

"Não tinha nem fila para furar. Foi um atendimento super rápido. Estão querendo (os médicos do sindicato) politizar uma questão que não pode ser politizada", disse. Paes ironizou também a hipótese de que ele teria ido ao hospital se aproveitando do ano eleitoral. "Vou pedir para meu filho se estabacar mais três vezes até a eleição".

A discussão, segundo ele, teria começado quando a médica pediu ao prefeito para que a família preenchesse uma ficha do paciente. Paes diz que o jovem deveria ter sido atendido, enquanto a esposa se encarregaria da burocracia. Uma médica ouvida pelo G1 garante que o atendimento foi feito corretamente e que o filho de Paes deveria ser levado ao setor de urgência, e não de emergência - o que teria ocorrido em seguida.

"A moça (médica) perguntou se a gente já tinha preenchido. 'Ainda não'. Aí ela falou então volta lá com seu filho. Falei: 'Não, ele fica aqui e minha mulher vai lá preencher'. Esse é o procedimento adequado", defendeu-se.

Paes voltou a reclamar do "acolhimento" da médica e disse que a sala de acolhimento para pacientes estava fechada. "A cena que presenciei é de um monte de médicos sentados em uma emergência". Ainda assim, ele avaliou o Hospital Lourenço Jorge com "nota 10".


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