Investigação não encontra indício de compra de votos para Copa de 2006

Empresa de auditoria contratada pela Federação de Futebol Alemã, a Freshfields anunciou nesta sexta-feira que não encontrou provas que dirigentes tenham comprado votos para levar a Copa do Mundo de 2006 para a Alemanha, ainda que essa possibilidade não possa ser descartada completamente.

- Não temos provas de compra de fotos – disse Christian Duve, em entrevista coletiva nesta sexta.
Ele disse ainda que não foi possível descartar por completo a chance de compra de votos pois nem todos os envolvidos falaram durante a investigação. O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter, por exemplo, se negou a depor. A empresa ouviu 31 pessoas e analisou 128 mil documentos.

Em outubro passado, após o estouro do escândalo de corrupção na Fifa, a revista "Der Spiegel" levantou a suspeita de que a Alemanha teria sido escolhida como sede da Copa do Mundo de 2006 depois de um "esquema" que envolveu a compra de votos. Na época, em 2000, a Alemanha venceu a disputa por apenas um voto de diferença (teve 12 votos, contra 11 da África do Sul).

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