Comunidade lamenta perda do circuito de Curitiba: "Difícil conter as lágrimas"
Neste fim de semana, o Autódromo Internacional de Curitiba receberá a prova que marca a abertura da Stock Car em 2016, a tradicional Corrida de Duplas. A etapa também marca uma das últimas corridas disputadas no circuito, que deverá ser transformado em um empreendimento imobiliário. Contudo, a comunidade criada no entorno do AIC (Autódromo Internacional de Curitiba), na cidade de Pinhas, na região metropolitana da capital paranaense, ainda não se acostumou com a ideia da venda do circuito que, fundado em 1967, é um dos mais antigos do automobilismo brasileiro. Para o empresário Renato Cavichiolo, 55 anos, que mantém a única lanchonete dentro do complexo esportivo há mais de 20 anos, despedir-se de sua grande paixão não será tarefa fácil.
- Acho que a ficha só vai cair mesmo quando o circuito fechar as portas. Será difícil conter as lágrimas quando isso acontecer - contou ao site Racing Motor Sports.
Ex-chefe de pista do autódromo, foi nas curvas do circuito que Cavichiolo viu alguns dos principais pilotos da história recente do automobilismo desfilar.
- Por aqui passaram os brasileiros Gil de Ferran, Augusto Farfus, Rubens Barrichello e o italiano Alessandro Zanardi, que inclusive me cedeu um autógrafo - relembra.
Felizmente, o empresário não depende do circuito para sobreviver, ao contrário de muitos funcionários do autódromo que com a construção de um empreendimento imobiliário no local terão de buscar outros ofícios.Quem também lamentou a venda foi Márcio Pereira de Lara, torneiro mecânico, que vive nas imediações da pista.
- Fiquei triste com o anuncio da venda no ano passado. Perdemos uma referência e um espetáculo do lado de casa - reclama.
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