Rio-2016 diz que Zika preocupa, mas não causou desistência de ingressos e viagens

(Reuters) - O comitê organizador Rio 2016 afirmou nesta terça-feira estar preocupado com a disseminação vírus Zika, assim como a Organização Mundial da Saúde (OMS), mas garantiu que até agora não registrou devoluções de ingressos ou cancelamentos de viagens para os Jogos em decorrência de temores com a doença.

O Rio 2016 disse ainda que seguirá as orientações da OMS sobre recomendações de viagens à cidade, um dia após a agência de saúde da ONU ter decretado uma emergência internacional de saúde devido aos casos de microcefalia associada ao Zika vírus no Brasil, mas sem impor restrições ao trânsito de pessoas.

"As informações devem ser repassadas pelas autoridades públicas e a OMS, e até o momento não estamos preocupados em termos de não aconselhar as pessoas a virem para o Rio durante os Jogos", disse a jornalistas o chefe da área médica do comitê organizador, João Grangeiro, em entrevista na sede da entidade.

Sobre mulheres grávidas com planos de viajar à cidade para a Olimpíada, Granjeiro reiterou as orientações da OMS sobre cuidados de prevenção, diante dos cerca de 4 mil casos suspeitos de má-formação cerebral de recém-nascidos relacionados ao Zika registrados no Brasil.

"A OMS entende que as mulheres grávidas são um grupo de risco, e nesse grupo de risco é importante para as mulheres grávidas visitaram seu médico, discutirem com o seu médico possíveis problemas que podem acontecer vindo para cá e possivelmente sendo infectada pelo Zika, e como ela devem prevenir", disse Grangeiro.

"O Rio 2016 segue o que preconiza a OMS e nesse momento não existe uma recomendação de restrição de viagem", afirmou.

Na segunda-feira, a diretora-geral da OMS, Margarte Chan, disse que adiar viagens é algo que as gestantes "podem considerar", acrescentando que, se elas precisarem viajar, devem tomar medidas de proteção pessoal, como cobrir o corpo e usar repelente de mosquitos.

Apesar de a OMS ter alertado para a disseminação de "forma explosiva" do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, com possibilidade de infectar 1,5 milhão de pessoas no Brasil, o comitê Rio 2016 disse que não registrou desistência de pessoas interessadas em viajar à cidade para o evento.




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