Novo Gol e Novo Voyage estão equipados com motores 1.0l de três cilindros Total Flex, muito mais eficientes em desempenho e economia de combustível
O Novo Gol e o Novo Voyage serão equipados com a família de motores mais moderna do mercado brasileiro. O motor 1.0l de três cilindros Total Flex, da família EA211, é muito mais eficiente em termos de performance e economia de combustível. Premiado pela imprensa especializada brasileira, o motor 1.0l de três cilindros Total Flex está entre os mais eficientes do segmento, proporcionando uma melhoria de eficiência energética de até 11%, em relação ao modelo anterior. Por isso, o Novo Gol e o Novo Voyage mantêm a excelente Nota A (Selo Verde) no Programa Brasileiro de Etiquetagem do INMETRO.
Produzido em São Carlos, no interior de São Paulo, o motor EA211 tem 999 cm³ de cilindrada, capaz de rodar com gasolina, etanol ou a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção. Sua potência máxima é de 75 cv (55 kW) a 6.250 rpm, quando abastecido com gasolina, e de 82 cv (60 kW) à mesma rotação, com etanol. O torque máximo é de, respectivamente, 9,7 kgfm (gasolina) e 10,4 kgfm (etanol), distribuídos na faixa de rotação de 3.000 rpm a 3.800 rpm. Já a partir de 2.000 rpm mais de 85% do torque máximo está disponível. Essa ampla faixa de distribuição do torque, que merece destaque por tratar-se de um motor sem sobrealimentação, melhora o desempenho em baixos regimes e dá fôlego para retomadas de velocidade. Além disso, combina perfeitamente com o câmbio de relações mais longas utilizado em modelos com o foco em economia de combustível.
A versão Highline do Novo Gol e Novo Voyage vem equipada com o consagrado motor 1.6 Total Flex, de até 104 cv (etanol) – versão Comfortline tem opções de motorizações 1.0 e 1.6. O motor 1.6 Total Flex é consagrado pelo sua robustez e eficiência energética. Esse motor recebeu ações de redução de atrito, em especial nos retentores das válvulas, do eixo comando e da flange do virabrequim. Essa redução de atrito proporciona menor consumo de combustível. Quando está abastecido com etanol (E100), a potência do motor 1.6l é de 104 cv (76 kW) a 5.250 rpm e o torque é de 15,6 kgfm (153 Nm) a 2.500 rpm. Quando está abastecido com gasolina (E22), a potência é de 101 cv (74 kW) a 5.250 rpm e o torque é de 15,4 kgfm (151 Nm) a 2.500 rpm.
Família de motores EA211 – Premiada pela imprensa brasileira
O motor EA211 foi desenvolvido segundo critérios de maior eficiência energética e menor consumo de combustível. Por isso optou-se pela configuração de três cilindros. Para assegurar seu desempenho, foi realizado intenso trabalho na redução de atrito dos componentes do motor e na aplicação de recursos tecnológicos exclusivos nessa faixa de cilindrada no mercado brasileiro.
O EA211 1.0l possui bloco e cabeçote feitos de alumínio, o que colabora para reduzir o peso do conjunto. Comparado a um motor de mesma cilindrada, mas com quatro cilindros, o novo EA211 é 24 kg mais leve.
A construção com três cilindros significa não apenas menor número de componentes – como biela, pistão e mancais –, como também menor perda de calor, o que aumenta sua eficiência térmica quando comparado a um motor de quatro cilindros.
Os cilindros têm maior diâmetro (são 74,5 mm, com 76,4 mm de curso), o que permite melhor enchimento da câmara de combustão. Combinada a essa característica está a vela de ignição colocada em posição central, entre as válvulas de admissão e escape, o que garante melhor frente de chama, maior velocidade e eficiência na queima da mistura ar-combustível e consequente maior eficiência térmica.
As bielas foram melhoradas e possuem desenho inovador. Cerca de 20% mais leves do que as convencionais, têm menor seção transversal e são guiadas no virabrequim.
A otimização da construção do motor está presente também na árvore de manivelas (virabrequim), que tem menor quantidade de contrapesos e o diâmetro de seus mancais principais reduzido. A massa total (peso) do componente foi reduzida, proporcionando menores inércia e atrito e aumentando a eficiência do conjunto.
Cabeçote
Com quatro válvulas por cilindro, sendo duas para admissão e duas para escape, o cabeçote tem comando de admissão variável – a variação é contínua, o que reduz consumo de combustível e emissões e melhora sensivelmente a resposta do motor em baixos regimes de rotação. A taxa de compressão é de 11,5:1. As válvulas são acionadas por balancins roletados (RSH, sigla para o termo alemão Rollenschlepphebel), recurso que minimiza o atrito entre os componentes e aprimora sua eficiência.
O cabeçote do EA211 1.0l possui coletor de escape integrado, formando uma peça única, com refrigeração líquida. Isso permite ao motor atingir sua temperatura ideal de funcionamento mais rapidamente, melhorando sua eficiência térmica.
O líquido de arrefecimento leva menos tempo para ser aquecido durante a fase fria do motor, porque recebe o calor dos gases de escape. Por outro lado, em alto regime de utilização, ocorre um controle da temperatura dos gases de escape na entrada do conversor catalítico (catalisador), permitindo que se opere mais tempo com a mistura ar-combustível estequiométrica (ideal).
O conversor catalítico (catalisador), instalado logo na saída do coletor de escape, atinge rapidamente sua temperatura adequada de operação. A chamada fase fria do motor dura menos e são reduzidas as emissões nesse estágio de funcionamento.
A construção da tampa do cabeçote é inovadora, em um processo que integra os eixos de comando (admissão e escape) e os cames de acionamento das válvulas permanentemente sem a necessidade de solda. Esse design permite a redução do diâmetro dos mancais dos eixos e, consequentemente, de atrito.
As polias de acionamento dos eixos de comando de válvulas têm desenho trioval, o que permite estabilização da força na correia dentada e de sua flutuação angular. Esse recurso, além de minimizar atrito e vibração, aumenta a durabilidade do sistema.
O coletor de admissão é feito de material polimérico de alta resistência e baixa rugosidade, garantindo fluxo de ar com baixa restrição. Como em todos os modelos Volkswagen, o conjunto de corpo de borboleta e acelerador é eletrônico.
O motor EA211 1.0l utiliza sistema de ignição com uma bobina por cilindro, o que elimina os cabos de velas e as perdas elétricas, colaborando para maior eficácia na combustão.
Duplo circuito de arrefecimento
Outra solução inovadora adotada no motor EA211 1.0l é o duplo circuito de arrefecimento, que permite temperaturas diferentes para o bloco e para o cabeçote – o sistema utiliza duas válvulas termostáticas. Com esse recurso, é possível utilizar maior temperatura de funcionamento para o bloco, tornando o óleo mais fluido e garantindo menor atrito entre os componentes.
A temperatura de arrefecimento do cabeçote, por sua vez, é menor, o que minimiza a possibilidade de detonação, melhorando o desempenho do veículo e diminuindo o consumo de combustível.
Partida a frio
O EA211 1.0l foi o primeiro motor do País nessa faixa de cilindrada a receber sistema de partida a frio que dispensa a utilização do tanque auxiliar para gasolina. Evolução do sistema introduzido no Brasil de forma pioneira pela Volkswagen no Polo E-Flex, em 2009, o sistema aplicado no motor que equipa o Novo Gol e Novo Voyage utiliza galeria de injeção feita de material polimérico, que aprimora a eficiência do conjunto.
O sistema de partida a frio é gerenciado pela Unidade Eletrônica de Controle (ECU) do motor. O combustível é aquecido em câmaras ao lado das válvulas injetoras e opera com temperatura ambiente abaixo de 17,5°C.
A partida do motor é assistida, o que significa que não é necessário manter a chave acionada para que ela se processe – basta um leve toque na chave para a ECU comandar todo o processo de partida. Como pré-requisito, a partida só é possível se o motorista acionar completamente o pedal de embreagem. O instrumento combinado alerta o motorista para efetuar esse procedimento.
Transmissão alongada
Como parte do pacote de melhoria da eficiência energética do Novo Gol e Novo Voyage, a transmissão MQ200 teve as relações alongadas em até 10% em comparação à utilizada no Gol 1.0l anterior. A medida foi possibilitada graças à maior disposição de torque em baixos regimes de giro. Isso faz com que o motor trabalhe em rotações mais baixas às mesmas velocidades, resultando em menor consumo de combustível e maior conforto em velocidades de cruzeiro.
Quando abastecido com gasolina, o Novo Gol tem redução de consumo energético de até 12%, em relação ao modelo anterior, comercializado até então com motor 1.0 quatro cilindros Total Flex.