Motor escondido deflagra primeiro caso de 'doping mecânico' no ciclismo

O velho fantasma dos motores escondidos em bicicletas virou realidade neste domingo, com a jovem belga Femke Van den Driessche sendo flagrada no primeiro caso de 'doping mecânico' da história do ciclismo, no Mundial de ciclocross de Zolder, na Bélgica.

"Havia um motor escondido, foi claramente uma fraude tecnológica", declarou o presidente da União Ciclista Internacional, Brian Cookson.

O ciclismo é, junto com o atletismo, um dos esportes mais atingidos como o doping, com casos emblemáticos como o de Lance Armstrong, que teve seus sete títulos da Volta da França cassados depois de confessar ter usado substâncias proibidas.

Diante dos progressos da luta antidoping, porém, outra praga parece estar ameaçando a credibilidade já bastante abalada da modalidade.

"Muitas vezes, as pessoas brincavam sobre essa história de doping mecânico, como se não existisse, mas agora sabemos que competidores já usaram ou usam até agora esses recursos", insistiu o dirigente.

"Será que podemos concluir que é um algo muito difundido? Não faço ideia!", admitiu Cookson, que não forneceu detalhes sobre as caraterísticas do motor encontrado na bicicleta.

O conceito de doping mecânico diz respeito a um auxílio ilícito ao desempenho do ciclista, através de um motor elétrico miniaturizado, escondido nos tubos da bicicleta.

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