Bipolar, defesa do Palmeiras vira incógnita em momento delicado

O Palmeiras disputou apenas sete jogos até aqui na temporada, mas já foi o suficiente para deixar a torcida desconfiada em relação ao que esperar da defesa. Nas três primeiras partidas, nenhum gol sofrido e diversos elogios. Nas últimas quatro, falhas recorrentes e desempenhos que remetem ao ano passado. Falta segurança à retaguarda da equipe de Marcelo Oliveira.

Sem Edu Dracena, que sofreu lesão na panturrilha direita e está fora há três semanas, o técnico decidiu apostar em Leandro Almeida. Porém, uma atuação desastrosa no empate por 2 a 2 com o São Bento, no Pacaembu, foi o suficiente para que o zagueiro virasse alvo de críticas e fosse sacado da equipe.

No último fim de semana, no primeiro jogo do ano na arena, dois lançamentos às costas de Vitor Hugo decretaram a vitória do Linense por 2 a 1, de virada, e o aumento da insatisfação da torcida. Contra o River Plate, na estreia da Libertadores, mais espaços e erros infantis que culminaram com um insatisfatório empate por 2 a 2.

A mudança tática promovida diante do time uruguaio, com Thiago Santos mais recuado, cumprindo bem a função de marcação, melhorou a movimentação do Palmeiras. Jean e Arouca ganharam liberdade pelos lados. Porém, as ligações diretas em contra-ataques e os espaços na defesa continuam existindo. Falta organização à equipe.

– Qualquer forma de jogar pode ser boa desde que cumpramos bem as funções – disse Marcelo.
O técnico não esconde que Dracena voltará a ser titular ao lado de Vitor Hugo quando for liberado pelo departamento médico. No momento, Roger Carvalho vem ocupando a vaga. O jovem Thiago Martins, reintegrado após boa passagem pelo Paysandu na Série B do ano passado, também é opção, assim como Nathan e o agora lesionado Leandro Almeida.

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