Acusado no Uruguai, Gorka Villar é quem manda na "nova Conmebol"

O primeiro ato da "nova Conmebol" tem a assinatura da velha Conmebol, a entidade que está no centro de um escândalo de corrupção no futebol e cujos três últimos presidentes estão presos - Nicolas Leoz (1986-2013) em Assunção, Eugenio Figueredo (2013-2014) em Montevidéu e Juan Angel Napout (2014-2015) em Nova York.

A circular 01/2016, que anistiou os clubes com punições pendentes - e beneficiou notoriamente o Boca Juniors - foi assinada pelo diretor-geral da confederação, o espanhol Gorka Villar, que é filho do poderoso Angel Maria Villar, presidente da Federação Espanhola desde 1988, vice da Uefa desde 1992 e vice da Fifa desde 2000.

A decisão teve repercussões imediatas dentro da Confederação. O uruguaio Adrian Leiza, vice-presidente do Tribunal de Disciplina (que havia imposto a punição - agora reduzida - ao Boca), renunciou ao cargo. O presidente do TD, Caio Rocha, afirmou que se pronunciaria sobre o tema ainda nesta semana.

Gorka ocupou o cargo de diretor jurídico da Conmebol nas administrações de Leoz e Figueredo. Em dezembro de 2014, pelas mãos de Napout, foi alçado ao cargo de diretor-geral. Na semana passada, durante o evento que culminou com a aclamação de Alejandro Domínguez como presidente até 2019, Gorka circulava com um crachá que o identificava como CEO.

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