Roupas e acessórios são impressos em 3D em feira de tecnologia

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Roupas e acessórios são impressos em 3D em feira de tecnologia
Jan 13th 2016, 19:17

BBC
Impressoras 3D foram destaque na feira tecnológica CES, em Las Vegas, nos Estados UnidosA expectativa é de que pelo menos parte desses produtos chegue às lojas ainda neste ano
A expectativa é de que pelo menos parte desses produtos chegue às lojas ainda neste ano
Foto: BBC
Impressoras 3D foram utilizadas para produzir vestidos, óculos e palmilhas para corrida em demonstração feita na feira tecnológica CES, em Las Vegas, nos Estados Unidos.
A expectativa é de que pelo menos parte desses produtos chegue às lojas ainda neste ano. As palmilhas para corrida, por exemplo, devem ser comercializadas a partir de abril.
Os preços ainda não foram divulgados. Assista ao vídeo:

As palmilhas para corrida%2C por exemplo%2C devem ser comercializadas a partir de abril
As palmilhas para corrida%2C por exemplo%2C devem ser comercializadas a partir de abril
Foto: BBC











A tecnologia do século 19 que ainda é essencial para smartphones modernos
Jan 13th 2016, 18:04

BBC
Mais de 200 mil pessoas assinaram pedido para que Apple não mude conectores de fones de ouvidoApple é conhecida por
Apple é conhecida por "matar" tecnologias precocemente
Foto: Reuters
Após rumores que a Apple ia se livrar do plugue do fone do ouvido no futuro iPhone 7, mais de 200 mil pessoas assinaram uma petição pedindo que eles reconsiderassem a decisão. O modesto plug é um raro exemplo de tecnologia que sobreviveu à passagem do tempo, segundo Chris Stokel-Walker.
O boato é que a Apple ia descartar o plugue de 3,5mm, fazendo com que os headphones fossem ligados ao "Lightning", o conector projetado pela própria empresa e usado para carregar iPhones, iPads e outros dispositivos da Apple.
Críticos afirmam que, apesar de isso permitir que os iPhones sejam levemente mais finos, muitos fones de ouvido se tornarão inúteis e fabricantes serão forçados a pagar à Apple para usar o "Lightning" em seus produtos.
A petição diz que a medida criaria "montanhas de lixo eletrônico".
Também seria um grande impacto em uma tecnologia que se provou notoriamente resiliente. O plugue de 3,5mm é praticamente um item do século 19 – é uma versão miniatura do clássico plugue de meia polegada (6,35mm), que teria sido criado em 1878.
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"Precisava ser algo que pudesse ser inserido e removido muito facilmente, mas ainda fizesse uma conexão segura", diz Charlie Slee, membro da Audio Engineering Society.
A princípio, os plugues de meia polegada eram usados por operadores em antigas mesas de controle de telefone.
Estúdios e guitarras também usavam este tipo de plugue.
Mas, à medida que equipamentos de áudio se tornaram menores, foi preciso criar uma alternativa menor para os plugues.
A versão de 3,5mm rapidamente se tornou popular, principalmente pelo uso em fones de ouvido em rádios portáteis.
O plugue é conhecido como um conector TRS (do inglês Tip, Ring, Sleeve, ou ponta-anel-capa): a ponta transfere o áudio para o fone da esquerda de um dispositivo estéreo, e o anel transfere para a direita. A capa serve para aterramento do circuito.
Tecnologia de plugues surgiu no século 19
Tecnologia de plugues surgiu no século 19
Foto: BBC
Abolição
A Apple tem um histórico de acabar precocemente com tecnologias, abolindo coisas que, a partir daí, deixam de ser usadas por rivais também. Ela "matou" o disquete e foi uma das primeiras a abandonar os drives óticos.
Algumas pessoas que assinaram a petição sugeriram que a Apple estaria sendo gananciosa.
Charlie Slee acredita que os consumidores estão preocupados em ceder controle para a Apple. "As pessoas acham que controlam a tecnologia. Mas é o inverso: as empresas sempre estiveram no controle de como você ouve música e vê vídeos."
Para Simon Hall, o que está acontecendo é uma "tempestade em copo d'água".
Ele diz que ter um fone de ouvido padrão em celulares é um luxo relativamente recente.
"Na geração anterior de celulares, itens como os telefones Nokia, por exemplo, precisavam de adaptador", explica. "Se você quer conectar fones de ouvido a equipamento profissional, você também precisa de adaptador."
Até 2010, celulares da Samsung vinham equipados com um plugue de headphone não muito diferente do conector que a Apple aparentemente quer adotar.
Essa não é a primeira vez que a Apple desperta queixas. Em 2007, com o primeiro iPhone, ela foi criticada porque o plugue do headphone ficava enterrado dentro da estrutura.
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Especialistas, à época, disseram que isso seria "um grande plano de negócios - criam um problema e vendem a solução por diversão e lucro". O problema foi consertado na segunda geração, em 2008.
Mas a Apple também é conhecida pode desenvolver tecnologia: "Eles se livraram dos DVDs, do disquete, das portas paralelas, e uma hora eles irão se livrar do USB. É assim que eles funcionam", diz Horace Dediu, especialista em tecnologia Apple.
Ele afirma que a alteração para a conexão própria da Apple é um sinal de mudança para fones compatíveis com Apple Watch.
Para ele, a mudança será rápida. "O que a Apple faz é catalisar mudanças", afirma. "Aconteceria de qualquer forma, mas se não fosse a Apple levaria 10 a 15 anos, e agora vai levar entre 5 e 7."










CES 2016: robôs ganham novos formatos e estão cada vez mais inteligentes
Jan 13th 2016, 17:00

Emily Canto Nunes
Maior feira de eletrônicos do mundo acontece em Las Vegas, nos Estados Unidos, sempre na primeira semana de janeiroPepper, o robô humanóide que entende emoções terá um cérebro do Watson, da IBM
Pepper, o robô humanóide que entende emoções terá um cérebro do Watson, da IBM
Foto: AP Photo
A tecnologia deu tantos saltos ultimamente que uma feira sem muitas novidades não é algo exatamente supreendente. Assim foi a CES 2016, evento que acontece anualmente em Las Vegas, nos Estados Unidos. Ainda que não tenha mostrado muitas inovações, o centro de convenções estava cheio de exemplos importantes de como algumas tecnologias evoluíram. A robótica é uma delas. Além disso, alguns anúncios importantes para o setor foram feitos, como, por exemplo, a parceria da IBM com a SoftBank Robotics Holdings Corp., a SBRH, dona do robô humanóide Pepper.
Com a chegada do Watson, o supercomputador de computação cognitiva da IBM, Pepper terá quase que um cérebro capaz de entender melhor os seres humanos. Ou, como diz o comunicado, "o significado oculto em dados que os computadores tradicionais não podem compreender, como mídias sociais, vídeos, imagens e textos". O Watson é a primeira plataforma aberta de computação cognitiva e representa uma nova era na computação onde os sistemas entendem o mundo da mesma forma que os seres humanos: por meio dos sentidos, do aprendizado e da experiência.
Inicialmente, o robô Pepper com Watson será oferecido somente para clientes corporativos. A ideia é que as empresas possam expandir o contato dos seus clientes com a computação cognitiva. Segundo as empresas, as opções de hoje se limitam ao autoatendimento em ambientes de varejo comprimidos ou quiosques, limitando o quão interativa e intuitiva a experiência realmente pode ser. Com um assistente robótico inteligente, os usuários podem ter uma conversa natural, onde suas palavras, bem como gestos e expressões, são compreendidos.
A WowWee lançou um substituto para o melhor amigo do homem. De acordo com a empresa, o robô tem personalidade própria e pode brincar com o dono
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Foto: Emily Canto Nunes/iG
Inspirada no lançamento do filme Star Wars: O Despertar da Força, a Sphero divulgou o Force Band, que pode ser controlado à distância pelo usuário
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Foto: Emily Canto Nunes/iG
A Segway utilizou a tecnologia Intel Realsense para criar um robô mordomo que também funciona como hoverboard
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Foto: Emily Canto Nunes/iG
O Tipron dispensa a necessidade de televisão em casa. O robô tem a capacidade de projetar imagens em até 80 polegadas em uma distância mínima de 3 metros
O Tipron dispensa a necessidade de televisão em casa. O robô tem a capacidade de projetar imagens em até 80 polegadas em uma distância mínima de 3 metros
Foto: Emily Canto Nunes/iG
O robô da FURO pode ser utilizado para interagir com consumidores. O aparelho pode funcionar como serviço de informações e como uma impressora de fotografias
O robô da FURO pode ser utilizado para interagir com consumidores. O aparelho pode funcionar como serviço de informações e como uma impressora de fotografias
Foto: Emily Canto Nunes/iG
A versão de mesa do FURO pode interagir com o usuário e funciona como um terminal de pagamento
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Foto: Emily Canto Nunes/iG
O FURO-i Home conta com sistema operacional Android ou Windows 7 e permite que o usuário controle qualquer item da casa
O FURO-i Home conta com sistema operacional Android ou Windows 7 e permite que o usuário controle qualquer item da casa
Foto: Emily Canto Nunes/iG
Quem também estava na CES 2016 era a FutureRobot, que há algum tempo comercializa robôs, especialmente na Ásia. Os robôs mais impressionantes da empresa são os dois que, do tamanho de um ser humano, podem se movimentar e são voltados ao mercado corporativo. O FURo-S é um robô que presta serviço, que traz uma espécie de tablet acoplado para que o usuário escolha o que fazer e que funciona como estação de fotos, ou de compras, uma vez que tem até um leitor de cartões e uma impressora integrada. Já o FURo-D é mais voltado para propaganda, mas também pode tirar e imprimir fotos. Há, ainda, versões de mesa desses robôs, como FURo-Desk Mini ou FURo-Desk.
Ao contrário do Pepper, os robôs da FutureRobot não são tão inteligentes, até porque não contam, pelo menos por enquanto, com o Watson, mas eles são capazes de reconhecer quem está usando, se é homem ou mulher, responde a comandos de voz em mais de uma língua e acumulam dados sobre o que estão fazendo. A FutureRobot tem ainda robôs para a casa: FURo-i Watch e o FURo-i Home, que com câmeras não apenas monitoram a residência dos donos, mas trazem também conteúdos de educação, jogos, e saúde para divertir a família que os acolhe.
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Robô de todas as formas
Outra novidade interessante para a robótica foi apresentada pela Intel. Em sua apresentação na CES 2016, Brian Krzanich, CEO da empresa, demonstrou um transportador pessoal Segway da Nineboot capaz de se transformar em um robô. A plataforma aberta usa a nova Intel RealSense ZR300 Camera para navegar em ambientes complexos e interagir de forma inteligente com usuários e sensores em casa, e também vem equipado com o Processador Intel Atom. A Segway planeja tornar o robô disponível comercialmente e apresentará inicialmente um kit para desenvolvedores no segundo semestre deste ano.
Já o Tipron, da Cervero, é um robô um pouco diferente. Além de ser capaz de se mover pela casa do dono, ele projeta conteúdos da internet ou armazenados nele mesmo nas paredes. Além disso, ele tem um design do tipo "Transformer", ou seja, fica mais compacto quando desliga ou enquanto carrega sua bateria. É claro que um robô que aprende é muito mais interessante, mas também é bom saber que no futuro os robôs que vão estar na sua casa podem ter outra aparência, outras funcionalidades, e até te acompanhar por aí como parte de um dispositivo de transporte individual.
Bônus
Ele não é exatamente um robô como os citados anteriormente, mas fez a festa dos participantes da CES 2016 e, é claro, dos fãs de Star Wars. O BB-8 da Sphero é na verdade um brinquedo conectado por bluetooth, que obedece aos comandos do usuário via aplicativo, Android ou iOS. Na CES 2016, a empresa também mostrou um protótipo de pulseira que, conectada ao BB-8, funciona como controle remoto, ou seja, o simpático robô poderá, no futuro, responder aos movimentos do seu braço e mãos. Pelo site, o BB-8 pode ser encontrado por US$ 149, ou nada módicos US$ 500.
*A jornalista viajou a convite da Samsung.









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