Novo presidente da Conmebol fala em "maior crise" e promete transparência
Em seu primeiro discurso como presidente da Conmebol, o paraguaio Alejandro Domínguez, 44, admitiu que a entidade atravessa "a pior crise de sua história". De fato, os três homens que o antecederam estão presos: Nicolás Leoz (1986-2013) em Assunção, Eugenio Figueredo (2013-2014) em Montevidéu e Juan Angel Napout (2014-2015). Dos 11 cartolas mais importantes da confederação há cinco anos, dez estão sob algum tipo de investigação.
- Com clareza e sinceridade, temos que reconhecer que estamos em crise, a maior e mais profunda de nossa história, e a enfrentaremos com valentia. Queremos acabar com essas práticas que acabaram com a imagem e a reputação desta federação. Não aceitaremos mais gestões corruptas ou interesses particulares pelo futebol - declarou Domínguez.
Trata-se de discurso oposto ao que ele próprio adotava em junho do ano passado, um mês depois da primeira leva de prisões de dirigentes sul-americanos acusados de receber subornos em contratos da confederação. Na época, Domínguez saiu em defesa de Juan Angel Napout, de quem fora vice na Federação Paraguaia.