Hortência critica investimento na base do basquete: 'Não soube usar geração'
Às vésperas das Olimpíadas, um boicote promovido por um colegiado formado por quatro clubes (Corinthians/Americana, América-PE, Santo André e Presidente Venceslau) impediu algumas das melhores jogadoras do país de vestirem a camisa da seleção brasileira no evento-teste para os Jogos do Rio, de 15 a 17 de janeiro. Sete jogadoras precisaram assinar pedidos de dispensa alegando "razões particulares", algo cruel para os olhos de Hortência. Apesar de concordar com parte das reivindicações, a Rainha acredita que o momento escolhido para o movimento foi inoportuno. Para ela, no entanto, a crise chegou ao fim. Campeã mundial em 2014 e considerada uma das maiores da história, a ex-jogadora saiu em defesa das atletas e criticou a gestão da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) por não ter investido na base, mesmo após o legado deixado por sua geração. Hortência ainda comparou a postura da CBB com a da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).
- Houve uma gestão que não soube usar aquela geração. As jogadoras maiores vão todas para o vôlei, atualmente, por quê? Porque existe uma gestão que aparece, que ganha título... Se você pegar hoje uma menina de 19 anos do vôlei e ver quantos jogos internacionais ela já teve na carreira dela, pegar uma jogadora de 19 anos do basquete e comparar, você vai ver a diferença. Tem que botar esse povo da categoria de base para jogar e viajar o mundo. Não é jogar aqui na América do Sul o Sul-Americano. Só que você não consegue fazer isso. É uma questão de gestão - destacou Hortência, que já foi diretora de seleções da CBB e diretora executiva da LBF.
- A crise acabou. Não vai ter mais convocação até terminar o campeonato. As jogadoras terminam os contratos depois que a liga acaba, e aí eu acho que não vai ter mais problema. A crise foi a reivindicação dos clubes, que foi pertinente. Mas era para o evento-teste. Eles não foram atendidos e, por isso, as jogadoras não vieram. Depois, eu já não sei - acrescentou.
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- Houve uma gestão que não soube usar aquela geração. As jogadoras maiores vão todas para o vôlei, atualmente, por quê? Porque existe uma gestão que aparece, que ganha título... Se você pegar hoje uma menina de 19 anos do vôlei e ver quantos jogos internacionais ela já teve na carreira dela, pegar uma jogadora de 19 anos do basquete e comparar, você vai ver a diferença. Tem que botar esse povo da categoria de base para jogar e viajar o mundo. Não é jogar aqui na América do Sul o Sul-Americano. Só que você não consegue fazer isso. É uma questão de gestão - destacou Hortência, que já foi diretora de seleções da CBB e diretora executiva da LBF.
- A crise acabou. Não vai ter mais convocação até terminar o campeonato. As jogadoras terminam os contratos depois que a liga acaba, e aí eu acho que não vai ter mais problema. A crise foi a reivindicação dos clubes, que foi pertinente. Mas era para o evento-teste. Eles não foram atendidos e, por isso, as jogadoras não vieram. Depois, eu já não sei - acrescentou.
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