Ecobarcos da Baía de Guanabara podem parar por falta de pagamento
Por falta de pagamento da Secretaria Estadual de Ambiente (SEA), o trabalho dos ecobarcos que retiram o lixo flutuante da Baía de Guanabara pode parar em breve. A empresa que gerencia a limpeza do espelho d´água, a Prooceano Serviço Oceanográfico e Ambiental, não recebeu nada dos R$ 600 mil referentes ao contrato-teste de seis meses, que começou em agosto do ano passado, com o evento-teste da vela para os Jogos Olímpicos. Além disso, as duas empresas de ecobarcos pagas diretamente pela SEA, Ecoboat e Brissoneau, estão sem receber desde outubro.
Apesar de não ter pago a Prooceano, a SEA propôs a prorrogação do contrato por mais seis meses, até os Jogos Olímpicos. A empresa decidiu dar um voto de confiança e pretende assinar um novo acordo. Mas estabeleceu o mês de abril como limite para receber. Sócio da Prooceano, Leonardo Marques diz compreender a crise do governo estadual pela falta de pagamento. Trabalhar nas Olimpíadas foi um dos motivos que pesou para a empresa seguir, pelo menos, por mais três meses.
- Também acreditamos muito no sistema que montamos. Vamos trabalhar até abril, e depois decidimos o que fazer - disse Marques.