Dilma avalia caso de professor da UFRJ condenado na França

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo disse ter tratado com a presidente Dilma Rousseff do caso do físico Adlène Hicheur, condenado na França em 2012 por "associação com criminosos com vistas a planejar um atentado terrorista".

Conforme a revista 'Época' publicou nesta sexta-feira (8), Hicheur recebeu liberdade condicional naquele mesmo ano e está no Brasil desde 2013, onde é professor e pesquisador da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Até o fim de 2014, o franco-argelino de 39 anos foi bolsista do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Segundo o jornal 'Folha de S. Paulo', Cardozo comentou a respeito da permanência do cientista no país: "Conversei com a presidente, com o ministro [da Educação, Aloizio] Mercadante, conversei com o Itamaraty. Agora, é claro, é um inquérito que corre em sigilo e não posso dar detalhes. Por isso a questão está sendo estudada do ponto de vista jurídico", disse.

O franco-argelino Hicheur foi preso em 2009 por trocar e-mails defendendo a realização de ataques terroristas. Julgado em 2012, foi condenado a cinco anos de prisão, mas recebeu a liberdade condicional pouco depois.

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